sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Intolerância Religiosa, CoeXisTa

(A banda de rock irlandesa U2 em 2005-2006, São Paulo/SP, na Vertigo Tour, levantou a bandeira do COEXISTA, usando símbolos de 3 das maiores religiões do planeta, Muçulmanos, Judeus; e Católicos)

Por que conhecer sobre outras religiões?

Para alguns, conhecer sobre outras religiões pode parecer perda de tempo, ou infidelidade para com nossa própria religião, ou mesmo insegurança em relação à nossa crença.

Porém devemos lembrar que o conhecimento leva ao entendimento, e o entendimento à tolerância, a aceitação e à apreciação. Frequentemente, o outro, pelo contraste de suas diferenças, produz uma reação de desconforto que necessita ser trabalhada e superada. Através do amor, do respeito, do estudo e da reflexão podemos construir novas pontes conceituais que substituam antigos estereótipos e preconceitos.

Estudar sobre outras religiões, além de nos conceder maior tolerância e adaptabilidade na convivência com outras crenças pode, também, fortalecer nossa fé em nossa própria religião, por podermos perceber qual o nível de explicações que a nossa e as outras religiões podem oferecer sobre as grandes questões da vida e compará-las. Desse modo, poderemos entender melhor o que está escrito no Bhagavad-Gita 9:2, quando Krsna diz: “Este conhecimento é o rei da educação, o mais secreto de todos os segredos. É o conhecimento mais puro, e por conceder a percepção direta do eu, é a perfeição da religião, Ele é eterno e é agradável praticá-lo.”.

A Suprema Personalidade de Deus, Krishna, disse no Bhagavad-Gita 4:11: “A todos Eu recompenso proporcionalmente ao grau de sua rendição a Mim. Ó filho de Prtha, em qualquer circunstância, todos seguem o Meu caminho.”. Aqui, Krsna demonstra que Ele se manifesta para cada pessoa de acordo com seu grau de entendimento a Seu respeito e também explica que, de qualquer forma, todos seguem o Seu caminho. Em outra passagem, Krsna também disse:”...Logo que alguém deseja adorar algum semideus, Eu fortifico sua fé para que ele possa se devotar a essa deidade específica. Munido dessa fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, esses benefícios são concedidos apenas por Mim.” (B.G. 7:21-22); “Aqueles que são devotos de outros deuses e que os adoram com fé na verdade, adoram apenas a Mim, ó filho de Kunti, mas não me prestam a adoração correta.” (B.G. 9:23).”. Como podemos ver, Krsna afirma que mesmo quem tem fé em outros deuses, semideuses ou crenças, na verdade está se relacionando com Ele, mesmo sem saber, mesmo da maneira errada. Porém Krsna garante: “Aqueles que estão constantemente devotados a Me servir com amor, Eu dou a compreensão pela qual eles podem vir a Mim.”(B.G 10:10).

Há dois tipos de religião, sanatana-dharma e mileccha-dharma. Dharma quer dizer “religião” e sanatana significa o conhecimento eterno, permanente, que pode ser aplicado a qualquer momento ou em qualquer lugar. Quando uma religião possui um nível em que não se pode entender os princípios superiores da espiritualidade e da filosofia, chama-se mileccha-dharma. A tal religião, Krsna concede uma escritura ou revelação com um conceito limitado e parcial, aplicável somente em um certo local, tempo e circunstância.

A diferença entre os ensinamentos das santas escrituras Védicas(filosofia indiana) e outras escrituras sagradas é que as outras escrituras foram apresentadas em sociedades mais ou menos primitivas, onde existia um conhecimento não muito elaborado sobre espiritualidade, filosofia, princípios sociais e de moralidade. Na cultura Védica o conhecimento foi apresentado, sem nenhuma restrição, a uma sociedade muito elevada, a qual foram apresentados os princípios eternos da espiritualidade. Temos como um exemplo o Srimad Bhagavatam, no qual Srila Suta Gosvami expõe o conhecimento transcendental para grandes sábios eruditos na floresta de Naimisharanya. Enquanto que, por exemplo, no Novo Testamento, Jesus ensinava a seus discípulos, que eram pescadores analfabetos ou semi-analfabetos, e pregava para um povo extremamente simples e humilde, sempre usando parábolas, pois como está escrito ”E, acercando-se dele (de Jesus) os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado.” (Mateus 13:11). Com estas palavras, Jesus comprova que o que ele ensinava era apenas parcial. As pessoas para quem Jesus pregava eram tão desprovidas de conhecimento e elevação, que acabaram por matá-lo.

Portanto, apesar de existirem muitas religiões diferentes que discordam radicalmente em seus pontos de vista, não existe base escritural dentro do "Gaudiya Vaishnavismo(filosofia indiana védica)" para se odiar ou repudiar outras pessoas só porque professam outra crença.

Abaixo assistam alguns vídeos sobre o tema:

Rússia 2007 - Agressão de um Policial Cristão Ortodoxo:



Cazaquistão 2006 - Autoridades do Governo destroem Casas e tomam Terras Hare Krishna:


Cazaquistão 2006 - Reportagem sobre a tragédia da Comunidade Hare Krishna:


CoeXisTa:


CoeXisTa, veja no Tempo do vídeo 2min48seg até 2min58seg:


CoeXisTa, Documentário da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa 2008:


Fontes: fórum Krishna-katha; Mahesvara Caitanya Das; Youtube


2 comentários:

  1. está errado o siddhanta descrito acima, se karma e jnana yoga são relgião de mlecchas, porque então o Bhagavad Gita dá as diretrizes para a prática de karma e jnana yoga? Elas são naimistika-dharma e não mlecchas dharma até porque mlecchas (bárbaros) não seguem nenhum dharma.

    Sri Chaitanya mahaaprabhu também pregou para pescadores como Jagai Madhai que eram bem piores do que os que Jesus pregou. Há vários erros do Vaishnava Siddhanta neste artigo, aconselho a todos a estudarem o Jaiva Dharma de Bhaktivinoda Thakur para a compreensão correta deste assunto profundo. Jay Gurudev!!!

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  2. baladev das brahmchari (comentario acima).

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