terça-feira, 17 de dezembro de 2013

São os cristãos e Jesus vegetarianos? 2/2

PARTE 2/2

JESUS  ERA VEGETARIANO?

Material do site Jesus-online.com da Internet

Preparado para  NET por: Tridandiswami Bhakti Shobhan Padmanabha

Traduçäo de Indumukhi devi dasi

Curitiba, Corpus Christi 3/6/1999

JESUS ERA VEGETARIANO!

“Animais säo criaturas, näo propriedade humana, nem utensílios, nem recursos ou bens, mas sim preciosos seres na visäo de Deus...  Cristäos cujos olhos estäo fixos no horror da crucificaçäo estäo numa posiçäo especial para compreenderem o horror do sofrimento inocente.  A Cruz de Cristo é a absoluta identificaçäo de Deus com os fracos, os sem poder, e os vulneráveis, porém mais que tudo, com o sofrimento desprotegido, indefeso, inocente.”

Reverendo Andrew Linzey

A mensagem de Jesus era de amor e compaixäo, contudo näo há nada de amoroso ou misericordioso nas fazendas de criaçäo intensiva e matadouros, onde animais vivem vidas miseráveis e morrem mortes violentas, sangrentas.  Jesus ordena bondade, misericórdia, compaixäo, e amor por toda criaçäo de Deus.  Ele ficaria horrorizado pelo grau de sofrimento que inflingimos nos animais a fim de entregarmo-nos ao nosso gosto pela carne deles.

Os cristäos tem a escolha.  Quando nos sentamos para comer, podemos aumentar mais o nível de violência, sofrimento, e morte no mundo, ou podemos respeitar a criaçäo Dele e trabalhar pela paz.

Jesus é amor e misericórdia na forma humana, e há fortes evidências de que era um vegetariano.  Por exemplo, na época de Jesus, o sacrifício animal era uma desculpa para os seres humanos comerem carne animal, e Jesus objetava os sacrifícios animais a cada chance.  Ele expulsou aqueles que vendiam animais para sacrifício e consumo para fora do templo, instituiu o batismo no lugar dos sacrifícios animais, e disse que Deus “requer misericórdia, näo sacrifício” e eliminou os sacrifícios animais completamente na Ultima Ceia (uma refeiçäo de Páscoa vegetariana).  Deus criou cada animal com a capacidade de sentir dor e sofrimento.  Mas nas fazendas intensivas de hoje em dia, os animais tem seus chifres e bicos arrancados, e säo castrados, tudo sem anestesia.  A fim de maximizar os lucros, säo amontoados juntos no menor espaço possível.  A maioria fica confinada num espaço täo pequeno que nem conseguem se virar.  Muitos nunca vêem a luz do dia ou sentem a terra ou a grama sob seus pés.  Finalmente, säo transportados em caminhöes sem alimento ou água, sujeitos aos extremos de temperatura do clima, rumo a uma morte aterrorizante e infernal.

Uma dieta vegetariana é bom para nossa saúde e poupa inimaginável sofrimento e violência aos animais.  Lembre-se:  Assim como fazemos aos menores, fazemos a Ele.

Mostre respeito pelas criaturas de Deus - seja vegetariano!

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Como vocês usam as escrituras para provar que Jesus era vegetariano, ao passo que desconsideram referências escriturais que näo concordem com seu ponto-de-vista?

Existe um velho adágio que diz:  “A Bíblia pode ser usada para justificar qualquer posiçäo.”  Até certo ponto, essa afirmaçäo é justa.  Ao ler as escrituras deparamos com muitas mensagens que näo podem coexistir.  É aí onde a teologia entra - para interpretar e dar sentido aos textos sagrados, procurando discernir o verdadeiro significado da divindade e existência.

JESUS NÄO ERA UM AÇOUGUEIRO.

ELE ERA O PRINCIPE DA PAZ.

PORQUE

O coraçäo desta campanha é o chamado de Jesus pela misericórdia e compaixäo, e como os seres humanos tratam animais.  Näo há nada de misericordioso ou compassivo em apoiar indústrias que confinam, torturam e matam as criaturas de Deus, sem maior motivo do que o gosto que as pessoas adquiriram por carne.

No sexto dia, Deus criou seres humanos e animais, e em Gênesis 1:28, Deus pede que o homem seja guardiäo dos animais, imediatamente após Ele comanda uma dieta vegetariana (“Eu vos dei cada planta que dá sementes sobre a face de toda terra, e cada árvore com semente e seus frutos; e os tereis para alimento.”)  A lei eterna de Deus, dada aos seres humanos em Gênesis, professada pelos profetas, e reiterada por Jesus, é a lei do amor e compaixäo:  “Sêde misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso.”

Jesus Cristo nasceu numa manjedoura, entre animais.  Ele e Joäo Batista juntaram-se a muitos outros judeus para advogarem o batismo como perdäo para os pecados humanos, para substituir a matança de animais no templo.  Finalmente, foi crucificado por condenar a cultura de templo - a cultura de vender animais para serem assassinados no templo.  Depois da matança, os animais eram comidos.  O ato de Jesus de confrontar diretamente sozinho as autoridades está bem aqui, no matadouro da Palestina do século I.  Imediatamente, os sacerdotes-chefes e escribas “buscaram uma forma de destruí-lo.”

A evidência de que Jesus e seus primeiros seguidores eram vegetarianos é forte.  Textos eloquentes de muitos líderes pioneiros da Igreja dizem, conforme citaçäo de Säo Jerônimo:  “Jesus Cristo, que apareceu quando se cumpriu o tempo, novamente reuniu o final com o princípio, de modo que näo é mais permitido que nós comamos carne animal.”  Considerando a preponderância dos santos vegetarianos, seria esquisito se Jesus näo fosse um vegetariano.

Na verdade, näo existem escrituras nas quais Jesus coma carneiro, o qual certamente teria comido na Páscoa se näo fosse vegetariano.  Havia muitos judeus vegetarianos que se baseavam na fé na época de Jesus, assim como existem até hoje em dia.  Os näo-vegetarianos comiam carneiro na páscoa, mas os vegetarianos só comiam päo sem levedura, conforme, ao que parece, fazia Jesus.

As evidências indicam que os primeiros relatos do milagre da multiplicaçäo (a história dos päes e dos peixes) näo incluíam peixe.  Jesus, quando se refere ao milagre, apenas se refere ao päo (Mt 16.9-10, Mc 8:19-20; Joäo 6:26).  Peixes foram adicionados às histórias por uma variedade de razöes, entre as quais que a Igreja Cristä era e ainda é identificada com o peixe.  A palavra grega para peixe, ixous, contém palavras que configuram a frase:  “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.  O peixe era um símbolo dos Cristäos, a multiplicaçäo talvez era uma previsäo, do desenvolvimento da Igreja de Cristo.

Mais de oito bilhöes de animais säo assassinados a cada ano para alimento nos E.U.A.  A grande maioria säo criados em “fazendas de criaçäo intensiva”, onde säo amontoados, e seus chifres e bicos arrancados, e castrados sem anestesia.  O fim deles é traumático e segue-se a uma jornada aterrorizante e quase sempre dolorosa.  Cada um desses animais é capaz de sentir dor e sofrimento, assim como gatos, cachorros e outros animais, e de fato, assim como nós sentimos.  Certamente, os Cristäos devem seguir o misericordioso Cristo sendo caridosos para com os animais, e näo há nada de compassivo no modo como os animais säo criados e vendidos para virarem comida hoje em dia.  Como fazemos aos menores, estamos fazendo a Ele.

PERGUNTAS FEITAS FREQUENTEMENTE

Jesus näo come peixe depois da ressurreiçäo, e serve peixe durante o milagre da multiplicaçäo?

As únicas escrituras que retratam Jesus comendo ou fornecendo carne de qualquer tipo envolvem peixe:  o Jesus pós-ressurreiçäo é retratado comendo peixe com os discípulos; durante sua vida ele é retratado multiplicando päes e peixes para alimentar os camponeses que se reuniam para ouví-lo pregar.

Pensando nessas histórias à luz das evidências de que Jesus era um vegetariano que levava a compaixäo pelos animais muito a sério, é de auxílio lembrar que Jesus falava aramaico, os Evangelhos foram escritos geraçöes após a ressurreiçäo, em hebraico, e as versöes mais antigas que temos säo traduçöes gregas do século IV - mais de 300 anos, duas traduçöes, e muitas transcriçöes depois da ressurreiçäo.

Entäo quäo verdadeiras säo as histórias de peixe?

As evidências indicam que as histórias pós-ressurreiçäo säo adiçöes mui tardias aos Evangelhos, e que os relatos mais antigos do milagre da multiplicaçäo (a história dos päes e dos peixes) originalmente näo incluía peixe.

Consumo de Peixe Pós-Ressurreiçäo

A maioria dos estudiosos concorda que as histórias pós-ressurreiçäo de Jesus comendo peixe foram adicionadas aos Evangelhos muito tempo depois destes terem sido escritos, a fim de decidir várias cismas na Igreja primitiva (i.e. marcionites e outros cristäo primitivos acreditavam que Jesus näo tinha retornado na própria carne e osso. Que maneira melhor de provar que o fizera, do que retratá-lo comendo?)  Os escribas que adicionaram as histórias näo eram, aparentemente, aversivos a comer peixe.  Mas como esta é a única ocasiäo encontrada nos Evangelhos em que Jesus é retratado comendo quaisquer animais de todo, parece que fica claro que ele era vegetariano.

Os Päes e os Peixes

Embora näo fosse contradizer a definiçäo técnica de um vegetariano o fato de multiplicar peixes que já estavam mortos para alimentar pessoas que näo se opöe a comer peixe, há alguns pontos interessantes para tomar nota nesta história.  Primeiro, os discípulos perguntam a Jesus onde poderiam conseguir suficiente päo para alimentar as multidöes, jamais pensando em comprar peixe ou outros produtos animais, e sequer sugerindo uma expediçäo pesqueira, apesar de estarem bem junto ao mar.  Também,  a evidência indica que a história dos päes e dos peixes originalmente näo incluía peixe.  Por exemplo, os relatos mais antigos (pré-Evangélicos) deste milagre näo incluem peixe, e Jesus, aonde se refere ao mesmo, apenas se refere ao päo (i.e. Mt 16:9-10, Mc 8:19-20, Joäo 6:26).

Peixes foram adicionados à história por escribas gregos, provavelmente porque a palavra grega para peixe, ixous, é uma acronímia da frase “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.  De fato, o peixe ainda é um símbolo do Cristianismo até hoje.  Nesta interpretaçäo bastante provável, a multiplicaçäo representa uma previsäo do desenvolvimento da Igreja, e näo tem nada a ver com comer animais.

E ainda, alguns estudiosos afirmam que a palavra grega para o inglês “fishweed” (um tipo de alga seca), tem sido traduzida erradamente nesta história como “peixe” (vide Rosen, Estudos Eruditos).  Certamente é verdade que algas secas seriam bem mais prováveis numa cesta com päo, e “fishweed” continua sendo um alimento popular entre os camponeses palestinos tais como as pessoas a quem Jesus  falava.

Conclusäo

Entäo o quê Jesus definitivamente tinha a dizer sobre pescar? Jesus chama uma multidäo de pescadores para longe de sua ocupaçäo de matar animais e suplica que mostrem misericórdia para com todos seres, citando Oséias:  “Eu desejo misericórdia, e näo sacrifício.”  Em cada instância, eles abandonam imediatamente sua ocupaçäo de pescar para seguirem Jesus (i.e. Mc 1:16-20).  Isto se assemelha ao chamado de Jesus a outros que estäo ocupados em atividades que näo se coadunam com a mensagem dele de misericórdia e compaixäo.

Muitos bilhöes de peixes säo mortos a cada ano para alimento neste país.  Todos nós compreendemos que isso é imoral, antiético em relaçäo à misericórdia Cristä, torturar cäes e gatos.  É igualmente näo-Cristäo torturar ou matar (ou pagar para outros torturarem e matarem) peixes e outros animais.  Embora eles possam ser incapazes de gritar de dor, os peixes tem a mesma capacidade de sofrer e o mesmo direito à nossa compaixäo Cristä que os cachorros, gatos, e outros seres humanos.

É natural matar para comer.  Animais se matam uns aos outros na natureza.  Porque nós näo deveríamos fazê-lo também?

Nós näo buscamos junto aos animais nossas indicaçöes morais em outras áreas.  Por exemplo, alguns animais lutam até a morte por uma companheira, cometem estupro, ou comem seus filhotes.  Tais eventos “naturais” näo significam que vamos legalizar o estupro, assassinato ou infanticídio.

Permanece o fato:  fazendas de criaçäo intensiva e matadouros säo locais violentos, sangrentos.  Todos nós compreendemos que é imoral causar dano a um cachorro ou gato.  É igualmente imoral pagar alguém para causar dano a uma galinha, vaca, porco, peru, ou qualquer outro animal.

A atual demanda elevada por produtos lácteos requer que as vacas sejam estimuladas além de seus limites naturais, e submetidas a engenharia genética além de receber hormônios de crescimento a fim de produzir enormes quantidades de leite.  Mesmo os poucos fazendeiros que escolhem näo criar animais intensivamente säo obrigados a eliminar o bezerro (que de outro modo beberia o leite) e eventualmente mandar a mäe para o matadouro depois que a produçäo leiteira dela decresce.

Comer carne é natural.  Tem sido assim por milhares de anos.  Nós evoluímos dessa maneira.”

Na verdade, nós näo evoluímos para comer carne.  Animais carnívoros possuem presas curvas, garras, e um trato digestivo curto.  Seres humanos evoluíram sem garras ou presas.  Nós temos molares achatados e um trato digestivo longo mais adaptado para uma dieta de vegetais, frutas, e gräos.  Comer carne é perigoso para nossa saúde, contribui para doenças cardíacas, e uma legiäo de problemas de saúde.

Se você estivesse morrendo de fome num barco no mar, e houvesse um animal no barco, você o comeria?

Näo sei.  Seres humanos chegam aos extremos para salvar suas próprias vidas, mesmo se isto significa lesar alguém inocente.  (As pessoas até mesmo comeram gente em situaçöes horrendas.)  Este exemplo, contudo, näo é relevante para nossas escolhas do dia-a-dia.  Para a maioria de nós, näo há circunstâncias que ameacem nossa vida e nenhuma desculpa para matar animais como alimento.

Se todos passarem para vegetais e gräos, haverá suficiente para comermos?

Tantos cereais que produzimos säo dados para os bichos comer a fim de engordá-los para o consumo que, se todos nós virarmos vegetarianos, poderíamos produzir suficiente alimento para alimentar o mundo inteiro.  Nos E.U.A. os animais recebem mais de 80% do milho que plantamos e mais de 95% da aveia.  Só o gado mundial consome uma quantidade igual às necessidades calóricas de 8.7 bilhöes de pessoas - mais que toda populaçäo humana da Terra.

Fazendeiros tem que tratar bem seus animais, ou eles näo produziräo tanto leite ou ovos.

Animais em fazendas intensivas näo ganham peso, botam ovos, e produzem leite por estarem confortáveis, contentes e bem cuidados, mas sim, porque foram especificamente manipulados para fazerem estas coisas através da genética, remédios, hormônios, e técnicas de criaçäo.  Além disso, animais criados para ser alimento hoje em dia säo assassinados em idades muito jovens, antes que a doença e miséria tenham dizimado eles.

Quantidades täo grandes de animais säo criados para alimento que é mais lucrativo para os fazendeiros absorver algumas perdas que prover condiçöes humanas.

Seres humanos näo precisam comer carne para permanecer saudáveis?

Tanto o U.S. Department of Agriculture como o American Dietetic Association endossaram dietas vegetarianas.  Estudos tem demonstrado que vegetarianos possuem sistemas imunológicos mais fortes que carnívoros, e que os carnívoros tem quase duas vezes mais probabilidade de morrer de doenças cardíacas, 60% mais probabilidade de morrer de câncer, e 30% mais probabilidade de morrer de outras doenças.  O consumo de carne e produtos lácteos tem sido associado conclusivamente a diabete, artrite, osteoporose, artérias entupidas, obesidade, asma, bem como também impotência.

Se todos virassem vegetarianos seria pior para os animais porque muitos deles nem nasceriam.

A vida nas fazendas intensivas é täo miserável, assim é difícil ver como estamos fazendo um favor aos animais trazendo-os à existência, confinando e stressando-os, abusando deles, e depois assassinando-os.

Deus deu aos homens o domínio sobre animais?

Historicamente, as escrituras foram usadas para justificar a escravidäo, abuso infantil, abuso conjugal, e poligamia, portanto devemos ser cuidadosos de näo as utilizar erroneamente para justificar assassinato de animais.

Segundo o livro de Gênesis, Deus criou todos os animais, inclusive seres humanos, no sexto dia.  Em Gênesis 1.28, Deus diz:  “Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre tudo que se move sobre a Terra.”  Imediatamente após, em Gênesis 1:29, Deus declara:  “Vêde, Eu vos dei cada planta que dá sementes que está sobre a face de toda terra, e cada árvore com semente e seus frutos; e os tereis por  alimento.”  Seja o que for que a palavra “domínio” significa, ela näo significa que temos o direito de comer animais.  De fato, a maioria dos teólogos reconhece que esta palavra é mais acuradamente traduzida como “administraçäo” e que o significado deste texto é que os homens devem ser guardiöes e administradores, protegendo e respeitando os seres com quem dividimos a dádiva da criaçäo.

O teólogo Reverendo Andrew Linzey declara que:  “Precisamos um conceito de nós próprios no universo näo como a espécie dominadora, mas como a espécie de servos - aquela a quem foi dada a responsabilidade pelo todo e pelo bem do todo.  Devemos nos deslocar da idéia que os animais nos foram dados e feitos para nós, partindo para a idéia de que nós fomos feitos para a criaçäo, para serví-la e assegurar sua continuidade.  Isto na verdade é pouco mais que a teologia do Gênesis, Capítulo Dois.  O jardim foi feito belo e abundante de vida:  os homens foram criados especificamente para cuidar dele.  Gênesis 9, o texto frequentemente citado como justificativa para comer animais, é reconhecido pela maioria dos teólogos como uma concessäo muito temporária pós-dilúvio (pois todo alimento vegetariano tinha sido destruído) ou como uma concessäo à pecaminosidade humana (Gênesis 9 também é usado para justificar escravidäo).  Säo Jerônimo escreve:  “Quanto ao argumento de que na segunda bençäo de Deus (Gen9:3) é dada permissäo para comer carne - uma permissäo que näo é dada na primeira bençäo (Gen1:29) - saibam que assim como a permissäo de se desvencilhar de uma esposa näo foi, conforme as palavras do Salvador, dada desde o início, mas foi concedida à raça humana por Moisés devido à dureza de nossos coraçöes (Mt 19), assim da mesma maneira comer carne era desconhecido antes do Dilúvio...”

Se Deus näo ordena comer carne, porque existem tantas leis sobre que carne é e näo é impura, e porque Jesus näo condena comer carne abertamente?

As Escrituras Hebraicas (Velho Testamento):

Existem “leis kosher” assim como existem leis governando o fazer guerra e a escravatura.  As leis kosher säo täo estritas a fim de desencorajar o consumo de animais.  Um Deus que é amoroso, compassivo, e misericordioso näo perdoa que os homens se matem ou escravizem uns aos outros, e também näo desculpa exploraçäo de animais.  As leis kosher, de escravatura e para fazer guerra eram destinadas para tornar a guerra, escravatura, e comer carne menos violentas que as práticas da época.  Por exemplo, as Escrituras nos dizem para näo comermos animais enquanto ainda estäo vivos, o que torna proibida a prática, comum naquela época, de cortar pedaçöes de animais vivos (i.e. corcovas de camelo) enquanto se mantém o animal vivo e sentindo dores excruciantes.

As Escrituras Hebraicas tem sido usadas ao longo dos anos para justificar muitas práticas cruéis e violentas (tais como abuso conjugal e de crianças, escravatura, e guerra).  É um infortúnio que ainda continuem a ser usadas para justificar a exploraçäo de animais.  Para saber mais sobre as Escrituras Hebraicas e vegetarianismo, favor ler ensaios de Richard Schwartz sobre Judaísmo e vegetarianismo ou matriculem-se no futuro curso e-mail dele.

As Escrituras Cristäs (Novo Testamento):

A condenaçäo de Jesus do sacrifício animal e do templo, ambos fortemente associados a comer carne  na cultura palestina do primeiro século, teria sido entendida por seus ouvintes como uma oposiçäo a comer carne.  Para mais informaçöes sobre isso, vejam a questäo anterior sobre sacrifício animal.

Contudo, nos quatro Evangelhos incluídos em nosso Cânone, Jesus näo é visto condenando escravatura, subjugaçäo de mulheres e crianças, ou muitas outras injustiças.  E assim, estas e outras injustiças tem sido justificadas pelos Cristäos ao longo dos anos.  Porém a mensagem central de Jesus, ou seja misericórdia e compaixäo, näo pode ser reconciliada com o que sabemos que ocorre nas fazendas intensivas e matadouros, talvez os locais mais violentos e sem misericórdia nesta Terra.

Finalmente, Jesus falava em aramaico, os Evangelhos foram escritos originalmente em Hebraico, e nossas traduçöes mais antigas säo versöes gregas do século IV aprovadas e alteradas pelo carnívoro Imperador Constantino.  Todas versöes anteriores foram destruídas como heresia.  Segundo alguns estudiosos, Jesus condena comer carne, mas nos Evangelhos que foram suprimidos e passagens que foram retiradas por escribas comedores de carne na igreja antiga.  O “Essene Gospel os Peace”  (Evangelho Essênio da Paz) é um exemplo, e está disponível pela Internet.

Paulo näo disse que podemos comer carne?

Há muita controvérsia acerca dos escritos de Paulo, com alguns Cristäos aceitando tudo como correto, e a maioria dos estudiosos concordando que algumas cartas foram escritas muitos anos após a morte de Paulo.  Paulo certamente estava escrevendo para uma comunidade específica num período específico da história.  Seus escritos sobre comer carne indicam um desejo de incluir tanto os convertidos gentios (em sua maior parte carnívoros) e os discípulos judeus-cristäos diretos de Cristo (a maioria vegetarianos).  Paulo tem um grande desejo de acomodar senhores de escravos (Philemon) e carnívoros, apesar da contradiçäo direta entre o comer carne e escravatura, versus o conselho de Jesus de que seres humanos devem ser compassivos e misericordiosos.

Paulo estava escrevendo a uma igreja profundamente dividida quanto a uma variedade de assuntos.  Por qualquer razäo, ele advogava escravatura (ICor 7:20-24, Eph 6:5, Col 3:22, I Tim 6:1-2, Tito 2:9-10, Phil 1), subjugaçäo de mulheres, celibato, e completa obediência para as crianças.  Os escritos de Paulo tem sido usados ao longo dos anos para justificar escravatura, propriedade sobre esposa e crianças e abuso dos mesmos (até mesmo assassinato), e a expansäo ocidental e assassinato de nativos americanos.  É muito importante que sejamos excepcionalmente cuidadosos em näo utilizar mal os escritos de Paulo para justificar o abuso grosseiro de animais, inerente à criaçäo e assassinato deles para alimento.

Deus näo pede sacrifício animal?

Näo.  Tanto as Escrituras Hebraicas (“Velho”) e Cristäs (“Novo Testamento”) opöe-se a matar animais, desde seu início até o final.  Nas Escrituras Hebraicas, Deus é amor - desde o pacífico Jardim de Eden até as visöes do fim dos tempos dos profetas, onde o leäo irá se deitar com o carneiro.  Nas Escrituras Cristäs, o ministério inteiro de Jesus ataca sacrifício animal, desde seu primeiro ato (batismo) até sua açäo final (crucificaçäo).  Interessantemente, a questäo do sacrifício animal está no coraçäo da questäo do vegetarianismo de Jesus, porque ao sacrifício animal seguia-se o banquetear-se com os corpos dos animais sacrificados.

As Escrituras Hebraicas:

Näo há sacrifício animal no mundo ideal de Deus, conforme representado no Jardim de Eden e na montanha sagrada de Deus prevista pelos profetas (Isaías 11).  De fato, o Jardim é inteiramente vegetariano (Gênesis 1:29), e Deus nunca pediu sacrifício animal (Jeremias 7:22).

Micah, Amos, Isaías, Jeremias, e Oséias todos condenam sacrifício animal.  Oséias e Jeremias declaram explicitamente que seres humanos criaram o sacrifício animal como desculpa para consumirem carne:  “Eles oferecem sacrifícios a mim porque eles säo os que comem carne, porém Yahweh näo aceita seus sacrifícios, pois Ele está atento ao pecado deles e lembra de sua maldade (Oséias 8:13).

As Escrituras Hebraicas tem sido usadas ao longo do tempo para justificar muitas atrocidades, desde escravatura até queimar bruxas passando pela Inquisiçäo, até abuso de esposa e crianças.  Galileu foi condenado pelo Papa a ser torturado até retirar a heresia de que a Terra gira em torno do sol, o que contradiz Gênesis.  Segundo Levítico, bruxas devem ser queimadas, e adúlteros, crianças desobedientes, e pessoas que violam o Sabá devem ser apedrejadas até a morte.  Leprosos e os inválidos eram impuros e näo deviam entrar no templo.  Um pobre indivíduo no livro de Números (16) foi apedrejado até a morte por catar madeira no Sabá.  Ele é morto por Moisés e os israelitas enquanto Deus dá as ordens.  Lot é considerado justo, mesmo depois de oferecer suas filhas virgens aos homens fora do portäo na história de Gênesis (19).

O ponto aqui näo é que Deus é violento e cruel.  Deus é amor, como Suas palavras através dos profetas mostram claramente.  O velho Testamento é mais uma história do que uma explicaçäo da intençäo de Deus, com exceçäo do Jardim de Eden (o mundo ideal de Deus, o qual somos todos chamados a buscar) e as visöes proféticas (em que Ele nos diz que conhecê-Lo é ser justo, misericordioso, e humilde).  Comer carne é parte da criaçäo caída, tal como apedrejar em caso de adultério e uma “moralidade de olho-por-olho”, que ambos näo säo exigidas por Deus segundo uma leitura provincial das Escrituras Hebraicas, mas säo denunciadas pelos profetas, e condenadas por Jesus como  interpretaçöes errôneas.

As Escrituras Cristäs:

Jesus se opöe ao sacrifício animal desde a primeira açäo de seu ministério (Batismo) até sua açäo final (Crucificaçäo).  Sua vida passou-se pregando misericórdia e compaixäo, e explicitamente opondo-se ao culto do Templo, um culto de sacrifício animal.  Quatro pontos säo especialmente relevantes.

Primeiro, no tempo de Jesus, sacrifício animal era considerado por muitos como sendo o único método de ser perdoado por pecados.  Os judeus radicalmente vegetarianos se inspiraram na eterna lei de Deus, a lei do Jardim de Eden e dos Profetas (i.e. Oséias 2:18, Isaías 11:6-9) e instituíram o batismo para perdäo dos pecados.  Assim, no decorrer de seu ministério, Jesus fala múltiplas vezes, citando os profetas, que seus seguidores devem aprender a compreender o que Deus quer dizer quando Ele diz através do profeta Oséias:  “Eu desejo misericórdia, e näo sacrifício.”  (Mt9:13, 12:6-7).  Deus ali está falando de sacrifício animal.

A ênfase no batismo no Evangelho e Atos dos Apóstolos näo tem o mesmo impacto em nós, do que teria na Palestina do século I, porém as pessoas da época de Jesus entendiam que o batismo representava uma completa rejeiçäo da violência e derramar de sangue envolvidos na matança de animais para ser perdoado.  Joäo Batista prepara o caminho de Jesus, aparecendo no deserto, “pregando um batismo de arrependimento para o perdäo dos pecados.”  Lucas explica que “a vontade de Deus” é o batismo para perdoar os pecados, “ao passo que os fariseus e os mestres da lei, ao näo se permitirem ser batizados, ignoram esta vontade de Deus.”  Esta completa rejeiçäo do sacrifício animal (e da dieta carnívora que o acompanha), nunca é demais enfatizar.

Segundo, o sacrifício animal era executado no Templo, que é porque os judeus vegetarianos da época de Jesus se opunham ao Templo.  Jesus fala consistentemente em por abaixo o Templo e destruir o templo.  Jesus entra no templo e lança para fora os cambistas e comerciantes de animais.  Ele cita de Jeremias 7, que palestinos do século I teriam lembrado:  Jeremias 7 encontra Deus falando que Ele nunca teve a intençäo do sacrifício animal, e faz uma associaçäo direta entre sacrifício animal e comer carne.  Joäo Evangelista coloca este como o primeiro ato no ministério de Jesus, e o situa logo antes do Sabá (“Como era iminente a Páscoa, Jesus foi até Jerusalém.  No pátio do Templo...”)  Assim Jesus entra no templo e impede as pessoas de sacrificarem animais para a refeiçäo do Sabá.  O ponto crucial é que estas pessoas só estavam vendendo animais, e somente para sacrifício.  As pessoas iriam comer a carne do animal sacrificado.

Terceiro, judeus vegetarianos, como um aspecto significativo de sua fé, celebravam uma Páscoa ortodoxa perfeitamente vegetariana.  Joäo coloca o primeiro milagre da multiplicaçäo na Páscoa, contudo os discípulos perguntam a Jesus somente:  “Onde iremos comprar suficiente päo para alimentar todas estas pessoas”, omitindo até mesmo o pensamento acerca de carneiro, o que teria sido comido se näo fossem vegetarianos que se opunham ao sacrifício animal.  A última ceia foi uma refeiçäo de Páscoa, e aparentemente vegetariana.  Segundo Joäo, Jesus lança para fora do templo aqueles que sacrificavam animais, numa clara rejeiçäo à idéia de que a Páscoa exija a morte de um cordeiro.

Quarto, e finalmente, a morte de Jesus na cruz é, para os Cristäos, o sacrifício final, e os seguidores de Jesus continuam a celebrar Sua memória com alimento vegetariano, päo, e vinho.

Conclusäo:

Sacrifício animal nunca foi parte do plano de Deus, conforme declarado em Gênesis 1.  Sacrifício animal foi condenado por Deus através dos profetas e por Jesus durante sua vida inteira.  A oposiçäo de Jesus ao sacrifício animal é forte evidência de sua dieta vegetariana.

Direitos Animais

Direitos animais significa que animais merecem certos tipos de  consideraçäo - consideraçäo do que é no melhor interesse deles independente de serem ou näo bonitinhos, e úteis ao ser humano, ou uma espécie ameaçada, e independente de algum ser humano gostar deles (assim como um ser humano retardado tem direitos mesmo se ele ou ela näo for bonitinho ou útil ou mesmo se todos näo gostam dele/dela).  Significa reconhecer que os animais näo säo nossos para usar - para alimento, vestimenta, divertimento, ou para serem usados em experiências.

Condiçöes nas fazendas de criaçäo intensiva ou fazendas de curtumes näo säo piores que a selva, onde os animais morrem de fome, doença, ou predadores.  Pelo menos animais em fazendas intensivas säo alimentados e protegidos.

Este argumento foi usado para reinvindicar que a raça negra estava melhor como escravos nas plantaçöes que como homens e mulheres livres.  O mesmo poderia ser dito de pessoas na prisäo, contudo a prisäo é considerada uma das puniçöes mais duras da sociedade.

Animais em fazendas intensivas sofrem tanto que é inconcebível que pudessem estar pior na selva.  A selva näo é “selvagem” para os animais que ali vivem; é o lar deles.  Ali eles tem sua liberdade e podem se ocupar em suas atividades naturais.  O fato de que poderiam sofrer na selva näo é razäo para garantir que sofram no cativeiro.

Animais em gaiolas nas fazendas intensivas ou em laboratórios näo sofrem tanto porque nunca conheceram nada mais.

Ser impedido de realizar os comportamentos instintivos mais básicos causa tremendo sofrimento.  Mesmo animais engaiolados desde o nascimento sentem a necessidade de se movimentar, se assear, esticar seus membros ou asas, e exercitar-se.  Animais de rebanho e animais de bando se tornam atormentados quando säo forçados a viver no isolamento ou quando säo colocados em grupos grandes demais para que consigam reconhecer outros membros.  Além disso, todos animais confinados sofrem intenso tédio - alguns täo severamente que isto os leva à auto-mutilaçäo ou comportamento auto-destrutivo.

Qual a diferença entre direitos animais e bem-estar animal?  Teorias de bem-estar animal aceitam que animais possuem interesses, porém permitem que esses interesses sejam trocados desde que haja alguns benefícios para o homem que eles achem que justifique esse sacrifício.

Direitos animais significa que animais, tal como seres humanos, possuem interesses que näo podem ser sacrificados ou trocados simplesmente porque isso talvez beneficie outros.  A posiçäo de direitos näo mantém que os direitos säo absolutos; os direitos de um animal, assim como o dos humanos, devem ser limitados, e direitos certamente podem conflitar.

Direitos animais significa que animais näo säo nossos para usar como alimento, vestimenta, divertimento, ou para fazer experiências.  O bem-estar animal permite esses usos enquanto forem seguidas orientaçöes “humanas”...

“É ótimo que você acredite em direitos animais, porém näo se deve dizer aos outros o que devem fazer.”

Só por dizer isso, você já está me dizendo o que devo e näo devo fazer!  Todo mundo tem direito a sua própria opiniäo, mas liberdade de pensamento nem sempre implica em liberdade de açäo.  Você é livre para acreditar no que quiser, desde que näo prejudique os outros.  Você pode pensar que animais devem ser mortos, que pessoas negras devem ser escravizadas, ou que mulheres devem “levar porrada”, mas isso näo lhe dá o direito de colocar suas crenças na prática.

Quanto a dizer às pessoas o que devem fazer, a sociedade existe para que haja regras para governar o comportamento das pessoas.  A própria natureza dos movimentos reformadores é de dizer às pessoas o que fazer - näo usem seres humanos como escravos, näo batam na mulher, etc. - e todos movimentos inicialmente encontram oposiçäo das pessoas que querem continuar tendo o comportamento criticado.

É quase impossível evitar de usar todos produtos animais; se você ainda está causando sofrimento animal sem perceber, qual é o ponto?   É impossível viver sua vida sem causar mais dano; todos nós acidentalmente já pisamos em formigas ou aspiramos mosquitos, mas isso näo significa que devemos cavalheirescamente causar dano desnecessário.  Só porque você pode atingir alguém acidentalmente com seu carro näo é motivo para sair atropelando pessoas intencionalmente ou por impulso.

Animais näo raciocinam, näo entendem de direitos, e nem sempre respeitam nossos direitos, portanto porque devemos aplicar nossas idéias de moralidade a eles?

A incapacidade dos animais de entender e aderir a nossas regras é täo irrelevante quanto a incapacidade de uma criança ou pessoa mentalmente incapacitada de fazê-lo.

Que direitos possuem os animais?

Direitos (sejam morais ou legais) servem para proteger certos interesses básicos de serem negociados.  Se eu tenho o direito à liberdade, isso significa que meu interesse na minha liberdade será protegido e näo sacrificado meramente porque isso seria do interesse de outros ignorar.

Animais nem sempre tem os MESMOS direitos que seres humanos, porque seus interesses nem sempre säo os mesmos que os nossos e alguns direitos seriam irrelevantes para as vidas dos animais.  Por exemplo, um cachorro näo tem interesse em votar e portanto näo tem direito de voto, já que esse direito seria täo sem significado para um cäo quanto para uma criança. Contudo, animais tem direito a consideraçäo igual por seus interesses.  Por exemplo, um cäo certamente tem interesse em näo ser submetido a dor desnecessariamente.  Nós portanto somos obrigados a levar em consideraçäo esse interesse e respeitar o direito desse cäo a näo ser submetido desnecessariamente a dor.

Onde estabelecer o limite?  E quanto às plantas?  Atualmente näo há razäo para acreditar que plantas experimentem dor, sendo destituídas de sistemas nervosos centrais, terminaçöes nervosas, e cérebros.  Teoriza-se que a principal razäo porque animais possuem a capacidade de experimentar dor é como forma de auto-proteçäo.  Se você toca em algo que dói e possivelmente poderia machucar-lhe, pela dor que produz saberá deixar aquilo de lado no futuro.  Como plantas näo conseguem locomover-se e näo tem necessidade de aprender a evitar certas coisas, esta capacidade seria supérflua e ilógica em termos de evoluçäo.


Além do mais, o fato de que plantas podem ou näo ser capazes de sofrer näo justifica causar dor e sofrimento a animais como cäes, vacas, ratos ou galinhas que sabemos que säo capazes de sofrer bastante.

Como você justifica gastar seu tempo com animais quando tantas pessoas precisam de ajuda?

Existem problemas muito sérios em nosso mundo que merecem nossa atençäo; crueldade para com animais é um deles.  Devemos tentar aliviar o sofrimento aonde pudermos.  Ajudar animais näo é mais ou menos importante que ajudar seres humanos - ambos säo importantes.  Sofrimento animal e sofrimento humano estäo interligados.

Se você estivesse num incêndio e só pudesse salvar seu filho ou seu cäo, quem você escolheria?

Eu salvaria meu filho, mas isso é só instinto.  Uma cadela salvaria o filhote dela.  Quem quer que eu salve, entretanto, isso näo irá provar nada quanto à legitimidade de se fazer experiências com animais.  Eu posso salvar meu próprio filho em vez daquele do meu vizinho, mas isso mal prova que fazer experiências com o filho de meu vizinho seja aceitável.

“Deus colocou animais aqui para nós usarmos, a Bíblia nos dá o domínio sobre animais”.

Domínio näo é o mesmo que tirania.  A Rainha da Inglaterra possui o domínio sobre seus súditos, mas isso näo significa que ela possa comê-los, ou vestí-los, ou fazer experiências com eles.  Se temos domínio sobre animais, certamente é para protegê-los, näo para usá-los para nossos fins.  Näo há nada na Bíblia que justificaria nossas práticas atuais de execrar o meio-ambiente, destruir espécies inteiras de vida selvagem, e infligir tormento e morte a bilhöes de animais todo ano.  A Bíblia transmite uma reverência pela vida; um Deus amoroso näo poderia deixar de ficar horrorizado pelo modo como muitos animais säo tratados.

E quanto aos costumes, tradiçöes e empregos que dependem de usar animais?

A invençäo do automóvel, a aboliçäo da escravatura, e o fim da Segunda Guerra Mundial também tornaram necessário reestruturar empregos e retreinar mäo-de-obra para mudança de atividades.

Isto é siomplesmente um ingrediente em todo progresso social - näo uma razäo para dissuadir o progresso.

A Perspectiva Judia

“Näo existe diferença entre a preocupaçäo de uma mäe humana e uma mäe animal por sua prole.  O amor de uma mäe näo deriva do intelecto mas das emoçöes, tanto nos animais como nos seres humanos.”

Rabino Moses ben Maimon (Maimônides)

“Parece que a primeira intençäo do Criador era que os homens vivessem de uma dieta estritamente vegetariana.  Os períodos mais antigos da história judaica foram marcados pela conduta humanitária para com o reino animal...  Portanto fica claramente determinado que os antigos hebreus sabiam e talvez foram os primeiros dentre os homens a saber, que um animal sente e sofre dor.”

Rabino Simon Glazer

“Somos todos criaturas de Deus - continuarmos orando a Deus por misericórdia e justiça enquanto continuamos a comer a carne dos animais que säo abatidos por nossa causa näo é consistente.”

Isaac Bashevis Singer

“Os judeus iräo voltar-se mais e mais para o vegetarianismo devido ao próprio conhecimento cada vez mais profundo do que a tradiçäo deles comanda...  A natureza carnívora do homem näo é confirmada ou louvada nos ensinamentos fundamentais do judaísmo... Toda uma galáxia de líderes centrais rabínicos e espirituais... tem afirmado o vegetarianismo como o significado definitivo do ensinamento moral judaico.”

Rabi Isaac ha-Levi Herzog

Depois da India, Israel tem o maior número de vegetarianos baseados na fé.

O QUE VOCE PODE FAZER:

Jesus conclama seus seguidores para uma vida de misericórdia e compaixäo.  Existem muitas maneiras de demonstrar compaixäo e respeito pelos animais, inclusive atos simples como colocar um adesivo  no seu carro, usar um “botton”, ou ainda escrever uma carta (à igreja da sua área ou ao jornalzinho da igreja), os quais säo meios de valor para mostrar que se apoia a proteçäo animal, e que requerem pouco esforço.  Também se pode escrever aos conhecidos, figuras de destaque/liderança, políticos, etc..

A melhor coisa que você pode fazer para acabar com o sofrimento animal é adotar uma dieta vegetariana e humana, decidir-se a näo usar mais couro ou peles, optar por usar apenas produtos de companhias que näo testem seus produtos em animais, e evitar circos, zoológicos, e outras atividades que exploram ou abusam de animais.

Você também pode orar sobre seu próprio envolvimento com o sofrimento animal, orar pelo bem-estar dos animais e uma conversäo da sociedade, juntar-se a um grupo de proteçäo aos animais em sua comunidade, ou organizar um programa educativo em sua igreja, até mesmo um grupo de vegetarianismo*, organizar palestras, etc... As possibilidades säo ilimitadas.

Veja o que o grupo do site PETA na Internet, já andou fazendo:

1. PETA escreveu aos pregadores Pat Robertson, Billy Graham, Oral Roberts e Jerry Falwell, pedindo que considerem advogar o vegetarianismo.

2. PETA escreveu para todos 449 bispos católicos da América, arcebispos, cardeais, pedindo que advoguem o vegetarianismo.

3. PETA passou carta-fax a centenas de jornais para explicar “a questäo do peixe”.

4. “Anjos” do PETA entregaram cestas com delícias vegetarianas a todos cardeais católicos da América e ao bispo de Richmond, Virginia.

5. PETA escreveu um pedido de Sexta-feira Santa aos matadouros para suspenderem suas operaçöes por um dia.

6.  PETA enviou uma carta e enquete a todos 17.000 pastores católicos nos E.U.A..

7. PETA colocou um anúncio numa revista dirigida aos locutores de rádio e TV.

8. PETA está colocando um anúncio em jornais pelo país todo, alertando as pessoas sobre a questäo do vegetarianismo de Jesus e este website do Jesus-on line.com.

9. PETA enviou “Jesus” à Convençäo Batista Anual do sul em Salt Lake City.

10. Também enviou para a Convençäo Nacional Anual Batista em Indianápolis.

11. “Jesus” chegou até a visitar matadouros para passar a mensagem vegetariana.

12. “Jesus” também saudou a Conferência dos Bispos com uma mensagem vegetariana.

(*) EM CURITIBA você pode contatar o grupo vegetariano pelo tel. (041) 242-0655 ou 276-0254 (chamar Osman/Mara). Você também pode ajudar/contribuir/divulgar!...

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LEIA TAMBÉM O LIVRO “QUER DIZER QUE ISSO QUE ESTAVA NA BIBLIA”

POR SATYARAJA DAS (E.U.A.) COM MAIS DETALHES SOBRE O MESMO ASSUNTO

(disponível pelo tel. (041) 242-0655)

VEGETARIANISMO:  Um Meio Para Fins Superiores

por Adiraja Das

1989 BBT Todos direitos reservados.  Näo pode ser reproduzido em qualquer forma sem autorizaçäo do editor.  Site na Internet: http://

Student.anu.edu.au/clubs/hare_krishna_vegetarian_society/veggie.html

A palavra vegetariano, criada pelos fundadores da British Vegetarian Society em 1842, vem da palavra em latim vegetus, significando “completo, bom, fresco e cheio de vida”, tal como em homo vegetus - uma pessoa mentalmente ou fisicamente vigorosa.  O significado original da palavra implica num sentido de vida filosofica ou moralmente equilibrada, ou seja, muito mais que apenas uma dieta de vegetais e frutas.

A maioria das pessoas vegetarianas compreenderam que para contribuir para uma sociedade mais pacífica temos que primeiro resolver o problema da violência em nossos coraçöes.  Portanto näo surpreende que milhares de pessoas de todos níveis de vida se tornaram, em sua busca pela verdade, vegetarianas.  O vegetarianismo é um passo essencial rumo a uma sociedade melhor, e pessoas que tomam um tempo para considerar suas vantagens estaräo na companhia de tais pensadores como Pitágoras, Sócrates, Platäo, Clemente de Alexandria, Plutarco, Rei Ashoka, Leonardo da Vinci, Montaigne, Akbar, John Milton, Sir Isaac Newton, Emanuel Swedenborg, Voltaire, Benjamin Franklin, Jean-Jacques Rousseau, Lamartine, Percy B. Shelley, Ralph Waldo Emerson, Henry David Thoreau, Leo Tolstoy, George Bernard Shaw,  Rabindranath Tagore, Mahatma Gandhi, Albert Schweitzer, e Albert Einstein.

Vamos examinar algumas das vantagens de se tornar vegetariano.

SAUDE E NUTRIÇÄO

Uma dieta vegetariana pode melhorar ou restaurar a saúde?  Pode prevenir certas doenças?  Os que advogam o vegetarianismo disseram que sim durante muitos anos, embora näo tivessem muito apoio da ciência moderna até recentemente.  Agora, pesquisadores médicos descobriram evidência de um elo entre comer carne e tais assassinos como doença cardíaca e câncer, por isso estäo dando uma outra olhada no vegetarianismo.

Desde a década de 1960, cientistas tem suspeitado que uma dieta baseada em carne de alguma maneira se relaciona ao desenvolvimento de arteriosclerose e doença cardíaca.  Já em 1961, o Journal of the American Medical Association disse:  “Noventa e sete por cento da doença cardíaca pode ser prevenida por uma dieta vegetariana.”  Desde aquela época, diversos estudos bem organizados demonstraram cientificamente que depois do tabaco a álcool, o consumo de carne é a maior causa isolada de mortalidade na Europa Ocidental, nos Estados Unidos, Austrália e outras áreas abastadas do mundo.”

O corpo humano näo consegue lidar com quantidades excessivas de gordura animal e colesterol.  Uma pesquisa de 214 cientistas pesquisadores de arteriosclerose em 23 países demonstrou concordância quase que total de que há um elo entre dieta, níveis de colesterol no sangue, e doença cardíaca.”  Quando uma pessoa come mais colesterol que o corpo precisa (como geralmente faz numa dieta centralizada em carne), o colesterol excessivo gradualmente se torna um problema.  Ele se acumula nas paredes internas das artérias, restringe o fluxo de sangue para o coraçäo, e pode levar a pressäo alta sanguínea, doença cardíaca, e derrames.

Por outro lado, cientistas na Universidade de Miläo e Hospital Maggiore mostraram que proteína vegetal pode agir mantendo os níveis de colesterol baixos.  Num relatório ao jornal médico inglês The Lancet, D.C.R. Sirtori concluiu que pessoas com o tipo de colesterol alto associado com doença cardíaca “poderäo se beneficiar com uma dieta em que a proteína venha só de vegetais.”

E quanto ao câncer?  Pesquisa nos últimos vinte anos sugere fortemente que haja uma ligaçäo entre comer carne e câncer do cólon, reto, seios e útero.  Estes tipos de câncer säo raros entre aqueles que comem pouca ou nenhuma carne, tais como os Adventistas de Sétimo Dia, japoneses, e indianos, mas säo prevalescentes entre populaçöes comedoras de carne.”

Outro artigo no The Lancet reportou:  “Pessoas vivendo em áreas com registros de elevada incidência de carcinoma do cólon tendem a viver de dietas contendo grandes quantidades de gordura e proteína animal; ao passo que aqueles que vivem em áreas com baixa incidência, sobrevivem de uma dieta principalmente vegetariana com pouca gordura ou matéria animal.”

Rollo Russell, em seu Notas Sobre a Causa do Câncer, diz:  “Descobri que dentre 25 países principalmente carnívoros, 19 tinham alta taxa de câncer e apenas um tinha baixa incidência, e que dentre 35 naçöes comendo pouca ou nenhuma carne, nenhuma tinha taxa alta.”

Porque os carnívoros parecem mais sucetíveis a essas doenças?  Uma razäo dada por nutricionistas é que o trato intestinal do homem simplesmente näo se adequa a digerir carne.  Animais carnívoros tem tratos intestinais curtos (três vezes o tamanho do corpo do animal), para rapidamente expelirem para fora do corpo a carne que rapidamente se putrefaz, produzindo toxinas.  Como alimento vegetariano estraga mais lentamente que carne, comedores de vegetais tem intestinos com seis vezes o comprimento do corpo.  O homem tem o trato intestinal comprido de um herbívoro, portanto se ele come carne, toxinas podem sobrecarregar os rins e levar à  gota, artrite, reumatismo, e mesmo câncer.

E depois tem as substâncias químicas adicionadas à carne.  Assim que um animal é assassinado, sua carne começa a putrefazer-se, e depois de diversos dias torna-se de uma cor doentia cinza-esverdeada.  A indústria da carne mascara esta descoloraçäo adicionando nitritos, nitratos e outros conservantes para dar à carne a cor vermelha viva.  Mas pesquisas agora demonstraram que muitos desses conservantes säo carcinogênicos.  E o que torna o problema pior é que quantidades maciças de substâncias químicas säo dadas no alimento do gado, etc..  Gary e Sten Null, em seu livro Poisons in Your Body, nos mostram algo que deveria fazer qualquer um pensar duas vezes antes de comprar outro bife ou presunto. “Os animais säo mantidos vivos e engordados através de contínua administraçäo de tranquilizantes, hormônios, antibióticos, e 2.700 outras drogas.  O processo começa mesmo antes do nascimento e continua bem depois da morte.  Embora essas drogas ainda estaräo presentes quando você a comer, a lei näo requer que sejam listadas na embalagem.”

Devido a descobertas como esta, a American National Academy of Sciences reportou em 1983 que “pessoas poderäo conseguir prevenir muitos tipos comuns de câncer comendo menos carnes gordurosas e mais vegetais e cereais.”

Mas espere um minuto!  Os seres humanos näo foram projetados para ser carnívoros?  Näo precisamos de proteína animal?  A resposta a ambas questöes é näo.  Embora alguns historiadores e antropólogos digam que o homem é historicamente carnívoro, nosso equipamento anatômico - dentes, mandíbulas e sistema digestivo - favorece uma dieta sem carne.  A American Dietetic Association frisa que “a maioria da humanidade durante a maior parte da história humana, viveu de dietas vegetarianas ou quase-vegetarianas.”

E grande parte do mundo ainda vive dessa maneira.  Mesmo na maior parte dos países industrializados, o caso de amor com a carne tem menos do que cem anos de idade.  Isso começou com os caminhöes frigoríficos e a sociedade de consumo do século XX.

Mas mesmo com o século XX, o corpo do homem näo se adpatou a comer carne.  O eminente cientista sueco Karl von Linne declara:  “A estrutura do homem, externa e interna, comparada com a de outros animais, mostra que frutas e vegetais suculentos constituem seu alimento natural.”  A tabela abaixo compara a anatomia do homem com a de animais carnívoros e herbívoros.

Baseada na tabela por A.D. Andrews “Alimento Adequado Aos Homens” (Chicago:  American Hygiene Society, 1970).

Quanto à questäo da proteína, Dr. Paavo Airola, uma das principais autoridades em nutriçäo e biologia natural, tem a dizer o seguinte:  “A quantidade diária de proteína recomendada oficialmente baixou dos 150 gr recomendados há 20 anos atrás, para apenas 45 gr atualmente.  Porquê?  Porque pesquisas mundiais confiáveis demonstraram que näo precisamos de tanta proteína, que a necessidade real diária é de apenas 30 ou 45 gr.  Proteína consumida além da necessidade diária näo só é desperdício, mas na verdade causa sérios danos ao corpo e está causalmente relacionada a tais doenças fatais como câncer e doença cardíaca.  A fim de obter 45 gr de proteína diariamente na sua dieta, você näo precisa comer carne; você pode conseguí-la com uma dieta 100% vegetariana com uma variedade de cereais, lentilhas, nozes, vegetais e frutas.”

Produtos lácteos, cereais, feijöes e nozes säo todos fontes concentradas de proteína.  Queijo, amendoim, e lentilhas, por exemplo, contém mais proteína por medida de peso idêntico, que hamburguer, porco ou bife tradicional.  Ainda assim, nutricionistas pensavam até recentemente que só carne, peixe, ovos e produtos lácteos tinham proteína completa (contendo os oito aminoácidos näo produzidos pelo corpo), e que todas proteínas vegetais eram incompletas (faltando um ou mais destes aminoácidos).  Porém pesquisas no Instituto Karolinska da Suécia e no Instituto Max Planck na Alemanha demonstraram que a maioria dos vegetais, frutas, sementes, nozes e gräos säo excelentes fontes de proteínas completas.  Na verdade, suas proteínas säo mais fáceis de assimilar que as da carne - e näo trazem consigo quaisquer toxinas.  É quase que impossível carecer de proteína se você come suficiente alimento natural näo refinado.  Lembre-se, o reino vegetal é a verdadeira fonte de toda proteína.  Vegetarianos simplesmente comem-na “direto”, em vez de recebê-la de segunda mäo a partir dos animais vegetarianos.

Excesso de ingestäo de proteínas até mesmo reduz a energia do corpo.  Numa série de testes de resistência comparada conduzidos pelo Dr. Irving Fisher da Yale University, vegetarianos tiveram o dobro de rendimento dos carnívoros.  Quando o Dr. Fisher rebaixou o consumo de proteína dos näo vegetarianos em 20%, a eficiência deles subiu 33%.  Numerosos outros estudos mostraram que uma dieta vegetariana correta fornece mais energia nutricional que carne.  Um estudo pelo Dr. J. Iotekyo e V. Kipani na Universidade de Bruxelas mostrou que vegetarianos conseguiram aguentar testes físicos duas a três vezes mais tempo que os carnívoros, antes de cansarem - e os vegetarianos recuperaram-se plenamente da fadiga três vezes mais rapidamente que os carnívoros.”

ÉTICA

Muitas pessoas consideram as razöes éticas o mais importante de tudo, para se tornar vegetariano.  O início do vegetarianismo ético é o conhecimento de que outras criaturas tem sentimentos, e que seus sentimentos säo similares aos nossos.  Este conhecimento nos encoraja a estender a percepçäo pessoal para englobar o sofrimento dos outros.

Num ensaio entitulado The Ethics of Vegetarianism, da revista da American Vegetarian Society, o conceito de “matança humanizada de animais” é refutado.  “Muitas pessoas hoje em dia tem sido embaladas a um estado de complacência, através do pensamento de que animais agora säo mortos de forma “humana”, consequentemente removendo presumivelmente qualquer objeçäo humanitária ao ato de comer carne.  Infelizmente, nada poderia estar mais longe dos fatos verdadeiros da vida... e morte.

A vida inteira de um “animal para comer” cativo é antinatural, incluindo geraçäo artificial, violenta castraçäo e/ou estímulo hormonal, dieta anormal com propósito de engorda, e eventualmente longas viagens com intenso desconforto até o fim da linha.  Os currais/galinheiros, os aguilhöes elétricos e torcer de rabos, o abjeto terror e pavor, todos estes portanto ainda fazem parte essencial da criaçäo animal “moderna”, transporte e matança dos animais.  Aceitar tudo isso e só se opor à brutalidade empedernida dos últimos poucos segundos da vida do animal, é distorcer a palavra “humano”.

A verdade sobre a matança de animais näo é mesmo agradável - matadouros comerciais säo como visöes do inferno.  Animais berrando säo aturdidos a golpes de martelo, choque elétrico, ou revólveres de concussäo.  Pelos pés, säo pendurados no ar e movimentados através das fábricas da morte sobre sistemas mecanizados de transporte.  Ainda vivos, suas gargantas säo cortadas e sua carne esquartejada enquanto sangram até a morte.  Porque a mutilaçäo e matança de animais de fazenda näo é governada pelas estipulaçöes destinadas ao bem-estar de mascotes e mesmo do rato de laboratório?

Muitas pessoas sem dúvida abraçariam o vegetarianismo se visitassem um matadouro, ou se elas próprias tivessem que matar os animais que comem.  Tais visitas devem ser compulsórias para todos comedores de carne.

Pitágoras, famoso por sua contribuiçäo à geometria e matemática, disse:  “ó meus companheiros seres humanos, näo contaminai vossos corpos com alimentos pecaminosos.  Temos o milho, temos as maçäs curvando-se dos galhos com seu peso e uvas crescendo nas vinhas.  Há ervas de sabor doce, e vegetais que podem ser cozidos e amaciados no fogo, e tampouco vos é negado o leite ou mel aromatizado com tomilho.  A terra proporciona um suprimento liberal de riquezas em forma de alimentos inocentes, e vos oferece banquetes que näo envolvem derramar de sangue ou matança; só as bestas satisfazem sua fome com carne, e nem mesmo todas elas, porque os cavalos, o gado, e carneiros vivem apenas da grama.”

Num ensaio entitulado Sobre Comer Carne, o autor romano Plutarco escreveu:  “Podes realmente indagar que motivo Pitágoras tinha para abster-se da carne?  Por minha parte, gostaria de saber deveras, devido a qual acidente e em que estado da mente, o primeiro homem tocou sua boca ao sangue e trouxe seus lábios até a carne de uma criatura morta, pondo a mesa com corpos mortos, estragados, e atreveu-se a chamar de alimento e nutriçäo as partes que pouco antes tinham berrado e urrado, movido e vivido... Certamente näo säo leöes ou lobos que comemos por auto-defesa; pelo contrário, ignoramos esses e assassinamos as criaturas inofensivas, mansas, sem peçonha ou dentes para nos causar dano.  Por um pouco de carne os privamos do sol, da luz, da duraçäo da vida à qual tem direito pelo nascimento e existência.”

Plutarco entäo profere este desafio aos comedores de carne:  “Se vós declarais terdes sido projetados para uma tal dieta, entäo primeiro matai vós próprios o que quiserdes comer.  Entretanto, fazei-o somente por vossos próprios meios, sem auxílio de cutelo ou facäo ou qualquer tipo de machado.”

O poeta Shelley eram um vegetariano comprometido.  Em seu ensaio Em Defesa da Dieta Natural, escreveu:  “Que o defensor do alimento animal se force a um experimento decisivo para verificar sua adequaçäo, e como recomenda Plutarco, que ele rasgue um carneiro vivo com seus dentes e, mergulhando sua cabeça nas suas entranhas, sacie sua sede pelo sangue quente... entäo, e só entäo, estaria sendo consistente.”

Leo Tolstoy escreveu que por matar animais para se alimentar, “o homem suprime em si, desnecessariamente, a capacidade espiritual mais elevada - aquela da simpatia e piedade para com criaturas vivas como ele mesmo - e por violar seus próprias sentimentos, se torna cruel.”  Ele também avisou:  “Enquanto nossos corpos forem as sepulturas vivas de animais assassinados, como poderemos esperar quaisquer condiçöes ideais na terra?”

Quando perdemos respeito pela vida animal, perdemos o respeito também pela vida humana.  Dois mil e seiscentos anos de armas, bombas e mísseis inimigos, mas conseguimos fechar nossos olhos à dor e terror que nós mesmos provocamos ao matar, para o consumo humano, mais de 1,6 bilhöes de mamíferos domésticos e 22,5 bilhöes de aves por ano.  O número de peixes morto a cada ano está nos trilhöes.  E sem falar nas dezenas de milhöes de animais mortos a cada ano nos “campos de tortura” dos laboratórios de pesquisa, ou assassinados por seus pelegos, couro ou pele, ou caçados por “esporte”.  Podemos negar que esta brutalidade nos torna mais brutais também?

Leonardo da Vinci escreveu:  “Verdadeiramente o homem é o rei dos bichos, pois sua brutalidade excede a deles.  Nós vivemos pela morte dos outros.  Somos cemitérios ambulantes!” e adicionou:  “Virá o tempo em que os homens veräo a matança de animais como agora vêem o assassinato de homens.”

Mahatma Gandhi considerava que princípios éticos säo um apoio mais poderoso para o compromisso com uma dieta vegetariana pela vida inteira, do que motivos de saúde.  Declarou: “Acho que progresso espiritual de fato exige em certo estágio, que paremos de matar nossas criaturas irmäs para a satisfaçäo de nossas necessidades corpóreas.”  Também falou:  “A grandeza de uma naçäo e seu progresso moral pode ser julgada pela maneira como estäo sendo tratados seus animais.”

RELIGIÄO

Todas principais escrituras religiosas recomendam que o homem viva sem matar desnecessariamente.  O Velho Testamento instrui:  “Näo matarás.”  (Exodo 20:13)  Isto tradicionalmente é interpretado de modo errôneo como referindo-se apenas a assassinato.  Mas o Hebraico original é lo tirtzach, que traduz claramente:  “Näo deveis matar.”  O Dicionário Completo de Hebraico/Inglês do Dr. Reubem Alcalay diz que a palavra tirtzachm especialmente no emprego hebraico clássico, se refere a “qualquer tipo de matança”, e näo necessariamente a assassinato de seres humanos.

Embora o Velho Testamento contenha algumas prescriçöes para comer carne, fica claro que a situaçäo ideal é o vegetarianismo.  Em Gênesis 1:29 encontramos o próprio Deus proclamando:  “Vêde, Eu vos dei toda árvore que dá ervas, e que os frutos däo sementes, e que vos seräo como carne.”  E em livros posteriores da Bíblia, grandes profetas condenam comer carne.

Para muitos cristäos, obstáculos maiores säo a crença que o Cristo comia carne e as muitas referências à carne no Novo Testamento.  Mas o estudo minucioso dos manuscritos originais gregos demonstra que a vasta maioria das palavras traduzidas como “carne” säo trophe, brome e outras palavras que simplesmente significam “alimento” ou “comer” no significado mais amplo.  Por exemplo, no Evangelho de Säo Lucas 8.55 lemos que Jesus ergueu dos mortos uma mulher e “ordenou que lhe dessem carne”.  A palavra grega original traduzida como “carne” é phago, “o que significa somente “comer”.  A palavra grega para carne é kreas (carne), e nunca é usada em conecçäo com Cristo.  Em nenhum lugar do Novo Testamento existe qualquer referência direta a Jesus comer carne.  Isto está de acordo a com a famosa profecia de Isaías sobre o aparecimento de Jesus.  “Vêde, uma virgem irá conceber, e ter um filho, e irá chamá-lo de Emanuel.  Manteiga e mel ele comerá, para que saiba recusar o que é mau e escolher o bom.”

Em Thus Spake Mohammed (a traduçäo do Hadith por Dr. M. Hafiz Syed), os discípulos do profeta Maomé lhe perguntam:  “Na verdade existem recompensas por fazermos o bem aos quadrúpedes, e dar água para eles beberem?”  Maomé responde:  “Há recompensas para beneficiar cada animal.”

O Senhor Buda é particularmente conhecido por Sua pregacäo contra matança de animais.  Ele estabeleceu ahimsa (näo-violência) e vegetarianismo como passos fundamentais na senda da auto-consciência e falou as duas seguintes máximas:  “Näo abatam o boi que ara os campos.” e “Näo se entreguem a uma voracidade que envolve a matança de animais.”

As escrituras védicas da India, que antecedem o budismo, também frisam a näo-violência como fundamento ético do vegetarianismo.  “A carne nunca pode ser obtida sem lesar criaturas vivas”, declara o Manu-samhita, o antigo código de leis indiano.  “Que portanto se evite o uso da carne”.  Em outra seçäo, o Manu-samhita adverte:  “Tendo considerado bem a repugnante origem da carne e a crueldade de prender e matar seres corpóreos, que se abstenham de comer carne.”  No Mahabharata (o poema épico que contém 100.000 versos e é dito ser o mais longo poema no mundo), há muitas injunçöes contra matar animais.  Alguns exemplos:  “Aquele que deseja aumentar a carne de seu próprio corpo comendo a carne de outras criaturas vive na miséria em qualquer espécie em que vá tomar seu nascimento”; “Quem pode ser mais cruel e egoísta que aquele que aumenta sua carne comendo a carne de animais inocentes?”  e “Aqueles que desejam possuir boa memória, beleza, vida longa e saúde perfeita, e força física, moral e espiritual, devem abster-se de alimento animal.”

Todas entidades vivas possuem uma alma.  No Bhagavad-gita, Krishna descreve a alma como a fonte da consciência e o princípio ativo que ativa o corpo de cada ser vivo.  Segundo os Vedas, uma alma numa forma inferior à humana automaticamente evolui à próxima espécie mais elevada, afinal chegando à forma humana.  Só na forma humana de vida  pode a alma voltar sua consciência para Deus e na hora da morte ser transferida de volta ao mundo espiritual.  Tanto na ordem social e na ordem universal, um ser humano tem que obedecer leis.

Nos seus significados ao Srimad-Bhagavatam, Srila Prabhupada diz:  “Todas entidades vivas tem que cumprir uma certa duraçäo por estarem encarceradas num determinado tipo de corpo material.  Elas tem que terminar a duraçäo aquinhoada a um determinado corpo antes de ser promovidas ou evoluir a outro corpo.  Matar um animal ou qualquer outro ser vivo simplesmente coloca um impedimento em termos de  completar seu prazo de enprisionamento num certo corpo.  Portanto näo se deve matar corpos para nossa gratificaçäo sensorial, pois isto vai nos implicar na atividade pecaminosa.”  Resumindo, matar um animal interrompe sua evoluçäo progressiva pelas espécies, e o assassino invariavelmente terá de sofrer a reaçäo por seu comportamento pecaminoso.

No Bhagavad-gita 5.18, Krishna explica que perfeiçäo espiritual começa quando se pode ver a igualdade dos seres vivos.  “O sábio humilde, em virtude do verdadeiro conhecimento, vê com visäo equânime um brahmana (sacerdote) culto e gentil, uma vaca, um elefante, um cachorro, um comedor-de-cachorro (pária).”  Krishna também nos instrui a adotar os princípios do vegetarianismo espiritual quando Ele declara:  “Ofereçam-Me com amor e devoçäo, uma fruta, uma flor, uma folha, ou água, e Eu aceitarei.”

ECONOMIA

A carne alimenta poucos às custas de muitos.  Para se produzir carne, cereais que poderiam alimentar pessoas em vez disso alimentam o gado.  Segundo informaçöes compiladas pelo United States Department of Agriculture, mais de 90% de todos cereais produzidos na América vai para alimentar gado - vacas, porcos, carneiros, e galinhas - que acabam na mesa do jantar.”  Entretanto o processo de usar cereais para produzir carne é incrivelmente desperdiçador.  Cifras do U.S. Department of Agriculture demonstram que para cada 16 libras de cereal dado ao gado, recebemos em troca apenas uma libra de carne.

Em Diet for a Small Planet, Frances Moore Lappé pede que nos imaginemos sentando diante de um bife de 8 onças de peso.  “Entäo imagine o aposento cheio com 45 ou 50 pessoas com tigelas vazias na frente delas.  Pelo “custo alimentício” do seu bife, cada uma das tigelas delas poderia encher-se com uma xícara de cereais cozidos.”  Naçöes afluentes näo só desperdiçam seus próprios gräos para alimentar gado.  Elas também usam alimentos vegetais ricos em proteínas oriundos das naçöes pobres.  Dr.Georg Borgstrom, uma autoridade sobre geografia do alimento, estima que um terço da safra de amendoim da Africa (e amendoim fornece a mesma quantidade de proteína que carne) acaba nos estômagos do gado e aves na Europa ocidental.”

Nos países sub-desenvolvidos, uma pessoa consome uma média de 400 libras de cereal por ano, a maior parte comendo-os diretamente.  Em contraste, Lester Brown, autoridade mundial em alimentos, o Europeu ou Americano comum gasta 2.000 libras anuais, ao primeiro dar de comer quase 90% disso aos animais que daräo carne.  O Europeu ou Americano carnívoro comum, diz Brown, usa cinco vezes mais recursos alimentares que o Colombiano, Indiano ou Nigeriano comum.

Fatos como estes levaram os peritos alimentares a apontar que o problema mundial da fome é artificial.  Mesmo agora, já estamos produzindo mais que suficiente alimento para todos no planeta - mas estamos alocando-o de forma desperdiçadora.

Nutricionista de Harvard, Jean Mayer avalia que baixar a produçäo de carne em apenas 10% liberaria suficiente cereais para alimentar 60 milhöes de pessoas.

Outro preço que pagamos por comer carne é a degradaçäo de nosso meio-ambiente.  As águas pluviais altamente contaminadas e esgoto dos matadouros e locais de alimentaçäo säo enormes fontes de poluiçäo dos rios e córregos.  Rapidamente está se tornando aparente que os recursos de água doce deste planeta näo só estäo ficando contaminados mas também estäo se esgotando, e a indústria da carne é particularmente desperdiçadora.  Georg Borgstrom diz que a produçäo de gado cria 10 vezes mais poluiçäo que áreas residenciais, e 3 vezes mais que a indústria.”  Em seu livro Population, Resources and Environment, Paul e Anne Ehrlich mostram que produzir uma libra de trigo requer apenas 60 libras de água, ao passo que produzir uma libra de carne requer desde 2.500 a 6.000 libras de água.”

E em 1973 o jornal New York Post descobriu um mau uso chocante deste recurso dos mais valiosos - uma granja/abatedouro de aves dos E.U.A. estava usando 100 milhöes de galöes d’água diariamente, uma quantidade que poderia suprir uma cidade de 25.000 pessoas.

Mas agora voltemo-nos para a situaçäo geopolítica, e nossas próprias carteiras.  Uma pesquisa aleatória nos supermercados de Nova Iorque em janeiro de 1986 mostrou que filé-mignon custava em torno de US$ 4.00 por libra.  Um recipiente de 8 onças de peso de queijo “cottage” custando 60 centavos fornece 60% das necessidades mínimas diárias  de proteína.  Virar vegetariano poderia proporcionar a você uma economia de potencialmente pelo menos vários milhares de dólares por ano, e dezenas de milhares de dólares no decorrer de uma vida inteira.  A economia para os consumidores da América remontaria a bilhöes de dólares por ano.  E o mesmo princípio se aplica aos consumidores no mundo inteiro.  Considerando tudo isso, é difícil ver como alguém poderia dar-se ao luxo de näo virar vegetariano.

KARMA

A palavra sânscrita karma significa “açäo”, ou mais especificamente, qualquer açäo material que nos ata ao mundo material.  Embora a idéia de karma em geral esteja associada à filofosia oriental, muitos povos do ocidente também estäo passando a compreender que karma é um princípio natural, tal como o tempo ou a gravidade, e näo menos inevitável.  Para cada açäo existe uma reaçäo.  Segundo a lei do karma, se causamos dor e sofrimento a outros seres vivos, devemos passar por dor e sofrimento em retorno, tanto individualmente como coletivamente.  Colhemos o que semeamos.  Nesta vida e na próxima, pois a natureza tem sua própria justiça.  Ninguém pode escapar da lei do karma, exceto aqueles que compreendem como funciona.

Para entender como o karma pode causar guerra, por exemplo, vamos pegar uma ilustraçäo dos Vedas.  As vezes um incêndio numa floresta de bambu  começa quando duas árvores se esfregam.  A verdadeira causa do fogo, contudo, näo säo as árvores mas o vento que as movimenta.  As árvores säo só os instrumentos.  Da mesma maneira, o princípio do karma nos conta como os Estados Unidos e a Uniäo Soviética näo säo as causas reais do atrito que existe entre ambos, o atrito que pode muito bem atear o incêndio florestal ou guerra nuclear.  A causa real é o vento imperceptível do karma gerado pelos supostamente inocentes cidadäos do mundo.  Segundo as leis do karma, o supermercado do bairro ou barraquinha de hamburguer (a clínica de abortos do bairro também, mas isso é assunto para outro livro) tem mais que ver com a ameaça da guerra nuclear que a Casa Branca ou o Kremlin. Recuamos cheios de horror ante a perspectiva da guerra nuclear enquanto permitimos igualmente horrorizantes massacres todo santo dia nos matadouros automatizados do mundo.

A pessoa que come um animal pode dizer que näo matou nada, mas quando está comprando sua carne cuidadosamente empacotada no supermercado, está pagando outra pessoa para matar por ela, e assim ambos atraem para si as reaçöes do karma.  E näo é hipócrita marchar para a paz e depois ir pegar um hamburguer no MacDonald’s ou ir em casa grelhar um bife?  Isto é a própria duplicidade que George Bernard Shaw condenava:

Rezamos aos Domingos para poder ter luz

Para guiar nossos passos na senda que trilhamos;

Estamos cansados da guerra, näo queremos brigar,

E no entanto nos refestelamos com os mortos.

Como Srila Prabhupada diz em suas explicaçöes do Bhagavad-gita:  “Aqueles que matam animais e lhes provocam dor desnecessária - como as pessoas fazem nos matadouros - seräo mortos de maneira similar na próxima vida e em muitas vidas futuras... Nas escrituras judaico-cristäs, declara-se claramente:  “Näo matarás”.

Apesar disso, dando todo tipo de desculpas, mesmo os líderes da religiäo se entregam a matar animais e, ao mesmo tempo, tentam passar por pessoas santas.  Esta simulaçäo e hipocrisia na sociedade humana provoca ilimitadas calamidades tais como grandes guerras, onde massas de gente väo para os campos de batalha e se matam.  Atualmente descobriram a bomba nuclear, que está simplesmente esperando para ser usada para a destruiçäo completa.”  Tais säo os efeitos do karma.

Aqueles que entendem as leis do karma, sabem que a paz näo irá vir por marchas e petiçöes, mas sim de uma campanha para educar as pessoas sobre as consequências de assassinar animais inocentes (e crianças näo-nascidas).  Isso irá adiantar e muito para prevenir qualquer aumento nos problemas do mundo.  Precisamos de pessoas com a consciência purificada para perceber que o problema real é o espiritual.  Pessoas pecaminosas sempre existiräo, mas elas näo devem ocupar posiçöes de liderança.

Uma das objeçöes mais comuns que os näo vegetarianos levantam contra o vegetarianismo, é que os vegeterianos tem que matar plantas, e que isso também é violência.  Em resposta, podemos apontar que os alimentos vegetarianos tais como frutas maduras e muitos vegetais, nozes, cereais, e leite, näo requerem nenhuma matança.  Porém mesmo nos casos em que se toma a vida de uma planta, pelas plantas terem um consciência menos evoluída que animais, podemos presumir que a dor envolvida é bem menor do que quando um animal é assassinado, sem falar no sofrimento que um “bicho para ser comido” sofre durante sua vida.

É verdade que vegetarianos tem que matar algumas plantas, e que isso também é violência, mas temos que comer alguma coisa e os Vedas dizem:  jivo jivasya jivanam:  uma entidade viva é alimento para outra na luta pela existência.  Assim o problema näo é como evitar matança de todo - uma proposta impossível - mas como causar o mínimo de sofrimento a outras criaturas enquanto se atende as necessidades nutricionais do corpo.

Tomar qualquer vida, mesmo a de uma planta, certamente é pecaminoso, porém Krishna, o controlador supremo, nos liberta do pecado ao aceitar o que oferecemos.  Comer alimento primeiramente oferecido a Deus é algo como o matar de um soldado na guerra, quando o comandante ordena que um homem ataque; o soldado obediente irá receber uma medalha.  Mas se o mesmo soldado mata alguém por conta própria, ele será punido.  Similarmente, quando comemos apenas prasada, näo cometemos qualquer pecado.  Isto é confirmado no Bhagavad-gita 3.13:  “Os devotos do Senhor säo liberados de todos tipos de pecados porque eles comem alimento que primeiro é oferecido em sacrifício.  Outros, que preparam alimento para desfrute sensorial pessoal, só comem pecado.”  Isto nos traz ao tema central deste livro:  vegetarianismo, embora essencial, näo é a meta em si.

ALÉM DO VEGETARIANISMO

Além das consideraçöes de saúde, economia, ética, religiäo e mesmo karma, vegetarianismo tem uma dimensäo espiritual superior que pode nos ajudar a desenvolver nossa natural apreciaçäo e amor por Deus.  Srila Prabhupada nos conta isso em sua explicaçäo do Srimad-Bhagavatam.  “O ser humano destina-se à auto-realizaçäo, e para esse propósito ele näo deve comer nada que näo seja primeiramente oferecido a Deus.  O Senhor aceita de Seu devoto todos tipos de preparaçöes alimentícias feitas de vegetais, frutas, produtos lácteos, e cereais.  Diferentes variedades de frutas, vegetais e produtos lácteos podem ser oferecidos ao Senhor, e depois que o Senhor aceita os alimentos, o devoto pode compartilhar da prasada, pelo que todo sofrimento na luta pela existência será gradualmente mitigado.” O próprio Krishna confirmou a divindade da prasada quando Ele apareceu neste mundo como Sri Chaitanya Mahaprabhu há 500 anos atrás.  “Todos já provaram estas substâncias materiais antes, porém agora, estes mesmos ingredientes adquiriram sabores extraordinários e fragrâncias incomuns.  Apenas provem-nos e vejam a diferença.  Sem falar no gosto, somente a fragrância em si já satisfaz a mente e denota que esses ingredientes comuns foram tocados pelo néctar transcendental dos lábios de Krishna e imbuídos com todas qualidades de Krishna.”

Alimento oferecido, tradicionalmente chamado prasada, ou a “misericórdia de Deus”, oferece näo só uma vida saudável de um vegetariano, mas também a realizaçäo de Deus; näo é só alimento para as massas mortas de fome, mas nutriçäo espiritual para todos.  Quando Krishna aceita uma oferenda, Ele infunde Sua própria natureza divina nela.  Prasada, portanto, näo é diferente do próprio Krishna.  Por Sua ilimitada compaixäo pelas almas aprisionadas no mundo material, Krishna vem na forma de prasada, para que simplesmente por comer, possamos vir a conhecê-Lo.

Comer prasada nutre o corpo espiritualmente.  Por comer prasada näo só säo vencidas as reaçöes pecaminosas passadas no corpo, mas o corpo se torna imunizado contra a contaminaçäo do materialismo.  Assim como uma vacina antiséptica pode proteger-nos contra uma epidemia, comer prasada nos protege da ilusäo e influência da concepçäo material de vida.  Portanto, uma pessoa que come somente alimento oferecido a Krishna, pode contrabalançar todas reaçöes de suas atividades materiais passadas, e prontamente progredir na auto-realizaçäo.  Porque Krishna nos livra das reaçöes pecaminosas do karma, ou atividades materiais, podemos facilmente transcender a ilusäo e serví-Lo com devoçäo.  Quem age sem karma pode encaixar sua consciência com a de Deus e se tornar constantemente consciente de Sua presença pessoal.  Este é o real benefício da prasada.

Quem come prasada na verdade está prestando serviço devocional ao Senhor e certamente receberá Suas bençäos.  Srila Prabhupada frequentemente dizia que por comer prasada mesmo uma só vez, podemos escapar do ciclo de nascimento e morte, e por comer somente prasada mesmo a mais pecaminosa pessoa pode tornar-se um santo.  As escrituras védicas falam de muitas pessoas cujas vidas foram transformadas por comer prasada, e qualquer devoto Hare Krishna irá confirmar a potência espiritual da prasada e o efeito que tem em sua vida.  Comer somente alimento oferecido a Krishna é a perfeiçäo máxima da dieta vegetariana.  Afinal, pombos e macacos também säo vegetarianos, logo tornar-se vegetariano näo é em si a maior realizaçäo.  Os Vedas nos informam que o propósito da vida humana é de redespertar a alma para seu relacionamento com Deus, e somente quando vamos além do vegetarianismo até a prasada é que nosso comer pode ser de auxílio para atingir esta meta.

A ÉTICA VEGETARIANA

“Se o homem quer liberdade porque manter aves e animais em gaiolas? Realmente o homem é o rei dos bichos, pois sua brutalidade excede a deles.  Vivemos pela morte de outros.  Somos cemitérios!  Eu mesmo abjurei desde tenra idade o uso da carne.”

Leonardo da Vinci

“Comer carne é simplesmente imoral, já que envolve realizar um ato que é contrário ao sentimento moral: matar.  Ao matar, o homem suprime em si mesmo, desnecessariamente, a capacidade espiritual mais elevada, que é a da simpatia e piedade para com as criaturas vivas como ele e ao violar seus próprios sentimentos se torna cruel.”

Leo Tolstoy

“Sinto que o progresso espiritual de fato requer em certo estágio que devamos parar de matar nossas criaturas companheiras no ciclo da vida pela satisfaçäo de nossas necessidades corpóreas.”

Gandhi

“Comer carne é assassinato sem provocaçäo.”

Benjamin Franklin

“Näo tenho dúvida que seja parte do destino da raça humana, na sua melhora  gradual, deixar de comer animais.”

Henry David Thoreau

“Alimento vegetariano deixa uma profunda impressäo em nossa natureza.  Se o mundo inteiro adotar o vegetarianismo, isso poderá modificar o destino da humanidade.”

Albert Einstein

“Oramos aos domingos para que possamos receber luz / Para guiar nossos passos na senda que trilhamos. / Estamos cheios da guerra, näo queremos brigar, / E no entanto nos fartamos com os mortos.”

George Bernard Shaw

“Cada ato de irreverência pela vida, cada ato que negligencia a vida, que é indiferente e desperdiça a vida, é um passo rumo ao amor pela morte.  Esta escolha o homem tem que fazer a cada minuto.  Nunca as consequências da escolha errada foram täo totais e irreversíveis quanto hoje em dia.  Jamais o aviso da Bíblia foi täo urgente:  “Coloquei diante de vós a vida e a morte, bençäo e maldiçäo.  Escolhei a vida, para que vós e vossos filhos possais viver.”

(Deuteronômio 30:19) citado por Erich Fromm

“Crueldade com animais é como se o homem näo amasse Deus.”

Cardeal John H. Newman

“Vida vegetal em vez de alimento animal é a pedra fundamental da regeneraçäo.   Jesus usava päo em vez de carne e vinho, em lugar do sangue na Ceia do Senhor.”

Richard Wagner (1813), compositor alemäo

“Como pode o homem possuir bondade, se para aumentar sua própria carne, come a carne de outras criaturas.  Assim como näo possuem nenhuma propriedade aqueles que näo cuidam dela, também näo possui bondade quem se alimenta de carne.”

“Como a mente (assassina) daquele que carrega uma arma (em sua mäo), a mente daquele que se refestela prazerosamente com o corpo de outra (criatura), näo tem nenhuma consideraçäo pela bondade.”

“O homem näo teceu a trama da vida:  ele é meramente um fio dentro dela.  Tudo que ele fizer à trama, estará fazendo a si mesmo.  Causar dano à terra é amontoar desrespeito sobre seu criador.”

Red Indian Chief (chefe índio em 1854)

“Se tiverdes homens que iräo excluir quaisquer das criaturas de Deus do refúgio da compaixäo e piedade, tereis homens que iräo lidar semelhantemente com seus seres humanos companheiros.”

Säo Francisco de Assis

“Matar é negar o amor.  Matar ou comer o que um outro matou é regozijar-se com a crueldade.  E a crueldade endurece nossos coraçöes e cega nossa visäo, e somos incapazes de ver que aqueles que matamos säo nossos irmäos e irmäs companheiros na Família Una da Criaçäo.”

G.L. Rudd, autor de Porque matar para comer?

“Vegetarianismo é um modo de vida para o qual todos deveríamos nos voltar, pelo bem-estar físico, integridade espiritual e sobrevivência economica.”

Padre Thomas Berry, Fordham University, Nova Iorque

“Ser näo-violento para com seres humanos e ser um assassino ou inimigo dos pobres animais é a filosofia de Satä.  Nesta era existe sempre inimizade contra animais, e portanto as pobres criaturas estäo sempre ansiosas.  A reaçäo dos pobres animais está sendo forçada na sociedade humana, e portanto há sempre a pressäo da guerra fria ou quente entre os homens, individual, coletivamente ou nacional...”

“A terra fornece um farto suprimento de riquezas, de alimentos inocentes, e vos oferece banquetes que näo envolvem nenhum derramamento de sangue ou matança; somente bestas satisfazem sua fome com carne, e nem mesmo todas elas, pois que os cavalos, gado e carneiros vivem da grama.  Enquanto os homens massacrarem animais, eles iräo se matar uns aos outros.  Na verdade, aquele que semeia as sementes do assassinato e dor näo consegue colher regozijo e amor.”

Pitágoras

“Quanto a mim, fico a pensar por qual acidente e em que estado mental o primeiro homem tocou sua boca no sangue e trouxe seus lábios até a carne de uma criatura morta, pôs a mesa com cadáveres mortos, estragados, e se aventurou a chamar de alimento e nutriçäo as partes que haviam urrado e gritado, movido e vivido.  Como puderam seus olhos aguentar a matança em que gargantas eram cortadas e corpos flagelados e membros arrancados?  Como pode seu nariz aguentar o fedor?  Como foi que a poluiçäo näo causou desgosto ao seu paladar, que entrava em contato com as feridas dos outros e sugava sucos e sôros de feridas mortais?  Certamente näo säo leöes e lobos que comemos por auto-defesa; pelo contrário, ignoramos estes e abatemos criaturas inofensivas, mansas, e sem ferröes ou dentes para nos causar dano.  Por um pouco de carne nós os privamos do sol, da luz, da duraçäo da vida à qual eles tem direito por nascimento e existência.”

Plutarco, em seu ensaio “Sobre Comer Carne”

“Se declarardes que fostes naturalmente projetados para tal dieta, entäo primeiro matai vós mesmos o que desejais comer.  Entretanto, fazei-o somente com vossos próprios recursos, sem auxílio do cutelo, faca ou qualquer tipo de machado.”

Plutarco

“Vêde, uma virgem irá conceber e ter um filho, e o chamará de Emanuel.  Ele se alimentará de manteiga e mel, a fim de que possa distinguir entre o mal e o bem.”

Isaías 7:14-15

“Näo destruam a obra de Deus por causa de alimento...  Näo é bom nem beber vinho, e nem comer carne...”

(Romanos 14:20, 21) embora seu compromisso em geral pareça                           algo menos categórico.

“... Quäo indignamente empurrais o exemplo do Cristo, como tendo vindo a comer e beber a serviço de vossas luxúrias:  Penso que Ele, que pronunciou o “Abençoados” näo de barriga cheia, mas sim faminto e sedento, e que professava que Seu trabalho era o cumprimento da Vontade de Seu Pai, penso que Ele certamente Se abstinha, e os intruía a esforçarem-se por aquela “Carne” que perdura até a vida eterna, e desfrutar no pedido de suas preces em comum, näo do alimento carne mas sim apenas do päo...”

Auintus Septimius Tertulianus (D.C. 155)

“O vapor da carne obscurece a luz do espírito... Dificilmente se pode ter virtude quando se desfruta de refeiçöes e festas com carne...”

Säo Basílio (D.C. 320-79)

“... A ética näo só tem a ver com a humanidade mas também com a criaçäo animal.  Isto é testemunhado pelo propósito de Säo Francisco de Assis.  Assim chegamos ao fato que a ética é reverência por toda vida.  Isto é a ética do amor expandido universalmente.  É a ética de Jesus agora reconhecida como uma necessidade do pensamento...  Somente uma ética universal que abrace toda criatura viva pode nos colocar em contato com o universo e a vontade que ali está manifesta.”

Albert Schweitzer

“... Vêde, Eu vos dei toda erva que dá sementes sobre a face de toda terra e toda árvore em que há frutos que dêem semente; e para vós seräo como a carne...”

Gênesis 1:29

“Näo matarás.”

Exodo 20:13

“Aquele que matar um boi é como aquele que mata um homeml aquele que sacrifica um cordeiro, é como aquele que quebra o pescoço de um cäo; aquele que apresenta uma oferenda de cereal, tal como aquele que oferece sangue suíno... Sim, pos eles escolheram seus próprios caminhos, e sua alma se delita em suas abominaçöes.”

Isaías 66.3

“Estou farto das oferendas queimadas de carneiros e da gordura dos animais engordados.  Näo Me regozijo com o sangue de touros, ou cordeiros, ou bodes...  Näo trazei mais oferendas väs... Quando estenderdes vossas mäos, ocultarei meus olhos embora façais muitas oraçöes, e näo vos ouvirei.  Pois vossas mäos estäo cheias de sangue...”

Isaías 1:11-15

“Desejo misericórdia e näo sacrifício, o conhecimento de Deus em vez de oferendas queimadas...”

Oseias 6:6

“... Por isso o Senhor vos dará carne e comereis.  Näo a comereis um dia nem dois, ou dez ou vinte dias, mas sim até que saia por vossas narinas e se torne repugnante para vós, porque rejeitastes o Senhor...”

Números 11:18-20

“... Aquele que dá permissäo, aquele que mata o animal, aquele que vende o animal abatido, aquele que cozinha o animal, aquele que administra a distribuiçäo da carne, e por fim, aquele que come a carne, säo todos assassinos e todos eles säo passíveis de puniçäo sob a lei do karma.”

As Leis de Manu 5.55

“Carne nunca pode ser obtida sem que se prejudique criaturas vivas, e ferir seres sentientes é prejudicial à obtençäo da bem-aventurança celestial; que ele pois se afaste do uso da carne.”

Manu

“Tendo considerado bem a origem repugnante da carne e a crueldade de se prender e abater seres corpóreos, que ele abstenha-se de comer carne.”

Manu

“Aqueles que nunca causam dano a outrem por (atos físicos), por pensamento e fala, em qualquer condiçäo que estejam, näo väo para a morada de Yama.  Homens que causam dano a outras criaturas näo väo para o céu, apesar de recitarem os Vedas, fazerem doaçöes, praticarem austeridades ou realizarem sacrifícios.  Ser inofensivo, é uma grande forma de piedade.  Apenas ser inofensivo, já é uma grande penitência.  Ser inofensivo é uma grande dádiva.  Isso é o que dizem os sabios.”

Padma Purana III 31-25-28

“Quem quer que coma carne crua ou cozida, e quem quer que destrua um feto, será destruído por nós daqui.”

Atharva Veda 8.6.23

“Deve-se tratar animais como veados, camelos, burros, macacos, camundongos, pássaros e moscas exatamente como nosso próprio filho.  Quäo pequena diferença de fato há entre crianças e estes animais inocentes.”

Srimad Bhagavatam 7.14.9

“Uma pessoa cruel e desgraçada que mantém sua existência ao preço das vidas dos outros, merece ser morta para seu próprio bem-estar eterno, senäo irá decair por suas próprias açöes.”

Srimad Bhagavatam 1.7.37

“Os devotos do Senhor säo liberados de todos tipos de pecados porque eles comem alimento que primeiramente é oferecido como sacrifício.  Outros, que preparam alimento para desfrute sensorial pessoal, em verdade comem apenas pecado.”

Bhagavad Gita 3:13

“Quem ama Krishna dará a Ele aquilo que Ele quer, e evitará oferecer qualquer coisa que seja indesejável ou näo solicitada.  Portanto, carne, peixe e ovos näo devem ser oferecidos a Krishna... Vegetais, cereais, frutas, leite e água säo os alimentos certos para seres humanos e säo prescritos pelo próprio Senhor Krishna.  Qualquer outra coisa que comeres, näo poderá ser oferecida a Ele, já que Ele näo a aceitará.”

Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

“É a ordem do Verdadeiro Senhor ao corpo inteiro do Khalsa... que eles se abstenham de bhang, tabaco, ópio, álcool e desistam de comer carne, peixe, cebolas, e tampouco se entreguem ao roubo e à luxúria...”

Hukum-nama

“Para evitar de causar terror às entidades vivas, que o discípulo se abstenha de comer carne... o alimento dos sábios é aquilo que é consumido pelos sadhus (homens santos), e näo inclui carne... Poderá haver algumas pessoas tolas no futuro que diräo que Eu permiti comer carne e Eu mesmo  compartilhei da carne, porém comer carne Eu näo permiti a ninguém.  Eu näo permito, e näo permitirei comer carne em qualquer forma no futuro, de qualquer maneira e em qualquer lugar.  É incondicionalmente proibido para todos.”

Senhor Buddha

“Todos tremem diante da Violência; todos temem a morte.  Colocando-nos no lugar do outro, näo devemos matar ou fazer com que outro mate.”

Dhammapada 130

“Aquele que renunciou à toda Violência contra todos seres vivos, fracos ou fortes, e que näo mata nem faz com que outros matem - esse Eu chamo de homem santo.”

Dhammapada 405

“Simplesmente näo há razäo porque os animais devam ser abatidos para servir como dieta humana quando existem tantos substitutos.  O homem pode viver sem carne.”

O Dalai Lama

“Sobre o Senhor Buddha é dito sadaya-hrdaya darsita-pasu-ghatam.  Ele viu a raça humana inteira indo para o inferno devido a esta matança de animais.  Assim Ele apareceu para ensinar ahimsa, näo-violência, sendo compassivo para com os animais e seres humanos.  Na religiäo Cristä também, é dito claramente “Näo matarás”.  Portanto em todos lugares a matança de animais é coibida.  Em nenhuma religiäo a matança desnecessária de animais é permitida.  Mas ninguém está ligando.  O processo de matança está aumentando, e assim também as reaçöes.  A cada dez anos encontraremos uma guerra.  Estas säo as reaçöes.”

Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

“Näo conseguimos nos separar daqueles que chamamos de animais “inferiores”.  Eles säo inferiores na escala da evoluçäo, mas tal como nós, säo membors da Família Unica.  Näo devemos tirar a vida de qualquer criatura.  Na verdade, näo devemos nunca tomar aquilo que näo podemos dar.  E como näo podemos restituir a vida a uma criatura morta, näo temos direito de tomar sua vida.”

J.P. Vaswani, Porque Matar Para Comer?

“Näo existe um só animal na terra, nem criatura que voa com duas asas, que näo sejam povos semelhantes ao seu.”

Alcoräo, surata 6 verso 38

“Com isso Ele causa que cresçam colheitas para vós, e a oliveira e tamareira e uvas e todo tipo de frutas.  Vêde! Nisso de fato há um portento para as pessoas que refletem.”

Alcoräo, surata 16 verso 11

“Um sinal para eles é a terra morta.  Nós a revivemos, e tiramos dela os gräos para que possam comer deles.  E aí colocamos jardins de tamareiras e parreiras, para que possam comer destes frutos, e suas mäos näo os criaram.  Entäo näo haveräo eles de agradecer?”

Alcoräo, surata 36 versos 33-35

“Näo mutilem as bestas brutas... Quem for caridoso para com as criaturas inferiores é bondoso para consigo mesmo...  Aquele que tem  piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento.”

Profeta Maomé

Certa vez alguém perguntou a George Bernard Shaw como é que ele parecia täo jovem.  “Pareço ter minha própria idade.  Säo as outras pessoas que parecem mais velhas do que säo.  Que se pode esperar de gente que come cadáveres?”

“Uma dieta consistindo de qualquer cereal usual com leite, produtos lácteos e vegetais verdes folhosos contém näo só o tipo e quantidade certos de proteína, mas tudo o mais que o corpo precisa para a saúde, força e bem-estar.”

Sir Robert McCarrison

PORQUE SE TORNAR VEGETARIANO?

DO PONTO DE VISTA DA SAUDE, ECONOMIA E ÉTICA, COMER CARNE É PERNICIOSO PARA A SOCIEDADE

Embora a carne certamente seja uma fonte de proteína concentrada, é uma fonte muito pobre de outros elementos nutritivos como minerais, vitaminas e carboidratos.  Além disso, comer carne da vaca ou outros animais é prejudicial à saúde dos seres humanos por muitas razöes.  As seguintes consideraçöes sérias foram documentadas:

1. A flora bacteriana intestinal no intestino delgado mudará de fermentativa para putrefaciente, assim fazendo com que venenos sejam absorvidos na corrente sanguinea.  Estas toxinas precisam ser eliminadas, consequentemente energia de outras funçöes corpóreas essenciais é desviada para tanto, inclusive da funçäo de pensar.

2. A síntese natural da vitamina B-12 será inibida, possivelmente levando a anemia.

3. Toxinas animais tendem a desbaratar o devido metabolismo dos carboidratos.  Isto pode causar diabete.

4. Substâncias näo-nutritivas resultantes da digestäo de carne animal tendem a ser irritantes carcinogênicos.  A necessidade mínima diária de proteína, que peritos nutricionistas calculam ser entre setenta e noventa gramas, é facilmente preenchida com produtos lácteos e alimentos do reino vegetal.  Encontramos proteína em ampla quantidade no leite, queijo, iogurte, trigo integral, milho, muitas variedades de nozes e feijöes, e alguns vegetais.  Assim, vegetais, frutas, gräos e produtos lácteos constituem uma dieta perfeitamente balanceada.  Consumir carne animal, por outro lado, resulta em proteína excessiva, que produz males do fígado, pressäo sanguínea alta e endurecimento das artérias.

Além disso, carne animal contém muitos elementos tóxicos, tais como:

1.  Dejetos da corrente sanguínea do animal morto, germes, e drogas injetadas para compensar doenças animais.

2. Toxinas do medo, despejadas na corrente sanguínea do animal no momento do abate.

3. Bactérias da decomposiçäo putrefaciente, que começam a medrar assim que o animal morre.  Porque carne é um excelente isolante, nem todas estas bactérias säo mortas por cozinhar.

Devido a alimentaçäo forçada, engaiolamento, e outras práticas antinaturais, animais criados para o abate sofrem de dúzias de doenças, tais como febre aftosa, febres, condiçöes catarrentas, câncer, tuberculose e mastite.  Além disso, as aves frequentemente vem impregnadas de estrogênios, que por sua vez podem causar câncer.  Imediatamente depois que um animal é abatido, dá-se o rigor mortis e o processo de decomposiçäo toma conta.  Assim, comer carne sempre envolve consumo de carne decomposta junto com seus perigos inerentes para a saúde.  A implementaçäo de proteçäo animal a nível internacional seria um grande passo para a frente, no sentido de resolver a crise alimentar mundial.  Algumas das vantagens econômicas da proteçäo às vacas säo as seguintes:

1.  Alimentos cárneos säo mais que 50% água e portanto, extremamente dispendiosos para comprar como fonte de proteína.

2.  Terra que produziria uma tonelada de bife, produz dez a doze toneladas de alimento vegetal altamente nutritivo.

3. Para cada cem libras de substâncias secas comidas pelo gado, apenas 4 a 16 libras retornam como alimentos cárneos.

Além de tudo acima, deve-se notar os seguintes ítens:

1.  Abater animais causa sofrimento extremo.  Animais säo criaturas sensíveis com sentimentos como os seres humanos.  As vacas especialmente, conseguem sentir que iräo ser abatidas e vivem em constante medo.

2. Näo temos nenhum direito de acabar artificialmente com a vida de qualquer criatura, especialmente da vaca, que aleita nossa progênie e toda sociedade humana com seu leite.

3. Matar animais gera profunda insensibilidade para com todos seres, sadismo e irreverência geral.  Pitágoras ensinava:  “Aqueles que matam animais para comer seräo mais propensos que os vegetarianos a torturarem e matarem seus companheiros humanos.”

O VERDADEIRO CUSTO DO BIFE

SOFRIMENTO ANIMAL

O gado é exposto a duras condiçöes, manejo bruto, e frequentemente franco abuso e crueldade no decorrer de suas curtas vidas.

- O gado rotineiramente é castrado, seus chifres arrancados, e marcado a ferro quente sem anestesia.  Estes procedimentos säo realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne.

- O gado aguenta condiçöes climáticas extremas, desde tempestades até secas ao pastar a céu aberto.  Muitos animais sofrem  e morrem de frio, sede, fome, doenças intratadas, predadores, e envenenamento por plantas tóxicas.

- Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda onde säo engordados com gräos.  Existem 42.000 destes locais de engorda em 13 estados.  Os 200 maiores destes alimentam quase metade do gado nos E.U.A.. Num típico local de engorda, dezenas de milhares de animais säo apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas, e cheias de estrume, onde o “stress” os torna suscetíveis ao stress de viagem com febre  e outras dolorosas doenças debilitantes.

- Porque o gado fisiologicamente näo se adapta a comer grandes quantidades de gräos, a mudança abrupta na dieta de grama para gräos causa dolorosos problemas digestivos.  O mais comum destes é o complexo abcesso de fígado-rumenitis, que afeta aproximadamente 8% de todo gado alimentado com gräos.

- Defender-se das moscas pode fazer com que o gado perca meia libra de peso por dia, assim os produtores de carne pulverizam regularmente o gado da engorda com inseticidas altamente tóxicos.

- Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos, algumas engordas começaram a experimentar adicionando papeläo, jornais, serragem e mesmo pó de cimento à raçäo.  Outros adicionam estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.

- Quando o gado da engorda chega a 1.100 libras, säo transportados por caminhäo até os matadouros.  Animais transportados frequentemente säo manejados com brutalidade, levam choques elétricos de aguilhöes, säo batidos, chutados e arrastados.  Podem ser privados de alimento e água, e sofrer extremos climáticos por longos períodos.  Caminhöes para gado frequentemente väo super-lotados, o que resulta em quedas, pisoteamento, e sofrimentos por lesöes durante o transporte.

- Aqueles animais que sofrem quebra de pernas, pelve, pescoço, ou costas e que de outro modo näo podem mais locomover-se para fora dos caminhöes, näo tem eutanasia humana.  Em vez disso, eles rotineiramente säo acorrentados pelo pescoço ou perna e arrastados para fora dos caminhöes até o piso do matadouro, onde, muitas vezes agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.

- Animais que estäo doentes demais para serem abatidos näo recebem eutanasia.  Em vez disso, podem ser jogados na “pilha de mortos” e deixados para morrer de doença, sede, fome ou hipotermia.

- Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento.  Animais entram no abatedouro um a um.  Cada um é atordoado por um revólver pneumático e, ao sucumbir de joelhos, prendem uma corrente num casco traseiro, levantando mecanicamente o animal até o alto.  Operários com longas facas entäo cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando o animal para sangrar até a morte pendurado de cabeça para baixo.

- Embora seja requisito do Federal Humane Slaughter Act de 1958 e 1978 (com excessäo de abate kosher e outros religiosos) praticar o atordoamento, na verdade, nem sempre é feito com sucesso devido à incompetência, indiferença, ou equipamento deficiente.

- Abate kosher é particularmente cruel porque os animais näo säo atordoados.  Plenamente conscientes e aterrorizados, eles säo içados de cabeça para baixo por uma perna para aguardarem o abate.

- Mais que 100.000 cabeças de gado säo abatidas a cada 24 horas nos E.U.A.

- O Americano comum come 7 bois de 1.000 libras em toda sua vida.

- Vitelas (bezerros) estäo entre os animais de fazenda mais desumanamente tratados.  Säo retirados de suas mäes ao nascerem, para passarem sua vida inteira acorrentados pelo pescoço e isolados em estreitos currais de madeira (chamados “boxes”) desenhados para limitar movimentos.  Falta de exercício e uma dieta líquida de um substituto do leite, que é deliberadamente deficiente em ferro, atrasam o desenvolvimento dos músculos a fim de criar carne pálida, tenra (“branca”).  Bezerros de vitela frequentemente ficam anêmicos, muitas vezes sofrendo de diarréia crônica e fraqueza.  Muitos morrem antes do abate.

- Animais usados para comer e fibra estäo especificamente isentos das leis anti-crueldade em muitos estados.  Em outros estados, práticas pecuárias rotineiras - tais como castraçäo sem anestesia e arrastar os “caídos” para os pisos do matadouro ou implicitamente näo säo cobertos pelas leis anti-crueldade, ou näo se aplica tais leis.  Promotores em estados produtores de carne raramente acusam de crueldade os produtores de carne.

- Em muitos estados, se um produtor de carne tratasse seu cäo da maneira que rotineiramente trata seu gado, ele seria preso, processado e multado ou encarcerado, e seu cäo seria confiscado.

- Só existem duas leis federais que cobrem animais de fazenda:  o Humane Slaughter Act (Lei do Abate Humano) e a Lei de 28 Horas, que se refere a apenas 5% dos animais que säo transportados por via férrea e aquática.  Esta lei requer que os animais tenham onde descansar, comer, e beber se estiverem em trânsito por mais que 28 horas.

- Näo há nenhuma lei federal para assegurar que animais da fazenda tenham o devido tratamento, condiçöes de vida adequadas, ou proteçäo de abuso e crueldade.  O Federal Animal Welfare Act (Lei do Bem-Estar Animal Federal) näo protege animais usados para alimento e fibra, exceto quando tais animais säo utilizados em experimentos biomédicos ou de laboratório.

FOME E POBREZA GLOBAL

Produçäo de carne causa fome e pobreza humana, ao desviar gräos e terras férteis para sustentar gado em vez de pessoas.  Nos países em desenvolvimento, a produçäo de carne perpetua e intensifica a pobreza e injustiça, particularmente se a raçäo do gado ou aves é produzida para exportaçäo.

- 70% de todos gräos dos E.U.A. - e um terço da colheita de gräos mundial total é dada ao gado e outras criaçöes.  Ao mesmo tempo, entre 40 e 60 milhöes de pessoas morrem a cada ano por fome e doenças relacionadas a fome.  Chega a um milhäo o número dos que padecem de fome crônica e má nutriçäo.

- Criaçöes dos E.U.A. - na maior parte gado - consomem quase o dobro de gräos que seriam comidos por toda populaçäo americana.  Globalmente, uns 600 milhöes de toneladas de gräos säo dados para as criaçöes, em sua maior parte gado.

- Dois terços de todas exportaçöes de todos gräos americanos vai para alimentar gado e outras criaçöes em vez de pessoas famintas.

- Na Africa, quase uma entre três pessoas está subnutrida.  Na América Latina, quase uma entre cada sete pessoas deita-se com fome toda noite.  Na Asia e no Pacífico, 27% das pessoas vivem à beira da morte por inaniçäo.  No Oriente Próximo, uma em nove está subnutrida.

- Fome crônica e doenças relacionadas afetam mais que 1.3 bilhöes de pessoas, segundo a Organizaçäo Mundial da Saúde.  Nunca dantes na história da humanidade täo grande percentual de nossa espécie - mais que 30% - esteve subnutrido.

- Subnutriçäo afeta quase 40% de todas crianças nas naçöes em desenvolvimento e contribui diretamente para uma estimativa de 60% de todas mortes infantis, segundo a U.S. Agency for International Development.  Mais de 15 milhöes de crianças morrem a cada ano de doenças resultantes de, ou complicadas por, subnutriçäo.

- Se a produçäo mundial agricultural fosse desviada da raçäo de gado, etc. para gräos alimentícios para o consumo humano direto, mais que um bilhäo de pessoas poderiam ser alimentadas - o número exato que atualmente sofrem de fome e má nutriçäo.

- Dar gräos aos gados é um método extremamente desperdiçador de produzir proteína.  Gado de engorda requer nove libras de alimento para produzir uma libra de aumento de peso.  Somente 11% do alimento vai para produzir a própria carne.  O resto é queimado como energia no processo de conversäo, usado para manter as funçöes corpóreas normais, absorvido em partes do gado que näo säo comidas - tais como pelo ou ossos - ou evacuada.

O gado tem uma eficiência de conversäo de proteína de apenas 6%, produzindo menos que 50 kg de proteína de carne, a partir de mais que 790 kg de proteína vegetal.  Um boi de engorda consome 2.700 libras de gräos até o ponto em que está pronto para o abate.

- Adultos asiáticos consomem entre 300 e 400 libras de gräos por ano: 3/4 ou mais da dieta do asiático comum é composto de gräos. Um americano classe média, por contraste, consome mais de uma tonelada de gräos cada ano, 80% ao comer o gado e outros bichos que comem gräos.

- Duas entre cada 3 pessoas no mundo consomem principalmente uma dieta vegetariana.  Com 1/3 da produçäo global de gräos agora indo para o gado e outras criaçöes, e com a populaçäo humana crescendo quase 20% na próxima década, uma crise alimentar mundial é iminente.

- 3/4 da terra pública do oeste da América - cobrindo 40% dos 11 estados do oeste - é arrendada aos criadores de gado a preços bem abaixo do valor de mercado.

- Quase a metade da massa de terra do globo é usada como pasto para gado e outras criaçöes.  Em pastos muito férteis, 2,5 acres podem sustentar uma vaca por ano.  Em pastos de qualidade marginal, é preciso 50 ou mais acres.

- Nos anos 60, com ajuda de empréstimos do Banco Mundial e do Inter American Development Bank, muitos governos da América Central e do Sul começaram a converter milhöes de acres de floresta amazônica e terras rurais em pastos para o mercado internacional de carne.  Entre 1971 e 1977, mais de US$ 3,5 bilhöes em empréstimos e assistência técnica foram para a América Latina para produçäo de gado.

- Muitas grandes corporaçöes americanas investiram pesadamente na produçäo de carne pela América Central nos anos 70 e 80, inclusive Borden, United Brands, e International Foods.  Outras companhias americanas multinacionais tais como Cargill, Ralston Purina, W.R. Grace, Weyerhauser, Crown Zeilerbach, e Fort Dodge Labs, forneceram a maioria do apoio técnico para a indústria de carne da América Central, desde sêmen congelado até equipamento de refrigeraçäo, sementes de gramíneas, e medicamentos.

- A indústria de carne na América Central enriqueceu a vida de alguns poucos eleitos, depauperou a maior parte dos camponeses rurais, e gerou agitaçäo social generalizada e revolta política.  Mais que a metade das famílias rurais na América Central - 15 milhöes de pessoas - agora estäo sem terra ou possuem terra insuficiente para se sustentarem, enquanto poderosos rancheiros e grandes corporaçöes continuam a adquirir mais terra para pasto.

- Em Costa Rica, interesses pecuaristas desmataram 80% das florestas amazônicas em apenas 20 anos, transformando a metade da terra arável em pastos para o gado.  Hoje em dia, apenas 2.000 famílias de fazendeiros poderosos possuem mais da metade da terra produtiva de Costa Rica, com 2 milhöes de cabeças de gado pastando, sendo a maior parte da carne exportada para os E.U.A..

- Em Guatemala, menos que 3% da populaçäo possui 70% da terra agricultural, sendo a maior parte utilizada para criar gado.  Quase 1/3 da produçäo de carne de Guatemala foi exportada para os E.U.A. em 1990.

- Em Honduras, terras usadas para pasto de gado aumentaram de aproximadamente 40% em 1952 para mais de 60% em 1974.  A produçäo total de carne triplicou entre 1960 e 1980 para mais de 62.000 toneladas métricas anuais.  Em 1990, mais de 30% da produçäo de carne de Honduras foi exportada aos E.U.A.

- Em Nicaragua, a produçäo de carne triplicou e exportaçöes de carne aumentaram 5,5 vezes entre 1960 e 1980.

- Em meados dos anos 80, América Central tinha 80% mais gado que 20 anos antes, e produziu 170% mais carne.

- No Brasil, 4,5% dos proprietários de terras possuem 81% das terras de fazendas, enquanto 70% das famílias rurais säo “sem terras”.  Entre 1966 e 1983, quase 40.000 milhas quadradas de floresta amazônica foram desmatados para desenvolvimento comercial.  O governo brasileiro estima que 38% de toda floresta tropical destruída durante este periodo pode ser atribuída ao desenvolvimento pecuarista de grande escala, que beneficia apenas alguns poucos fazendeiros ricos.

- Nos países em desenvolvimento, os pobres näo recebem nenhum benefício da criaçäo pecuária.  A produçäo de carne moderna é de investimento intensivo e utiliza pouca mäo-de-obra.  A usual fazenda pecuarista de floresta tropical emprega uma pessoa por 2.000 cabeças de gado, ou aproximadamente uma pessoa por 12.000 milhas quadradas.  Por contraste, a agricultura pode muitas vezes sustentar 100 pessoas por milha quadrada.

- Países da América Latina estäo usando mais de suas terras para criar gado, e plantar raçäo.  No México, onde milhöes de pessoas estäo subnutridas, 1/3 dos gräos produzidos está sendo dado aos rebanhos.  25 anos atrás, os rebanhos consumiam menos que 6% dos gräos do México.

- Quando a terra nos países em desenvolvimento é usada para produzir raçäo para as criaçöes, grande parte para exportaçäo, há menos terra disponível para os lavradores plantarem seu próprio alimento, e assim há menos alimento disponível.  Como resultado, os preços dos alimentos básicos sobem, e o impacto é mais sentido pelos pobres.  No Brasil, feijäo preto, há muito tempo um alimento básico para os pobres, está ficando mais e mais caro, conforme os fazendeiros trocaram para plantio de soja para o mercado internacional de raçöes, mais lucrativo

SAUDE PREJUDICADA

Carne contém altos níveis de colesterol e gordura saturada e frequentemente vem contaminada por substâncias químicas e doenças.  A carne pode bem ser um dos alimentos mais malsäos do mercado atualmente.

- Quase 70%, ou 1.5 milhöes das 2.1 milhöes de mortes nos E.U.A. em 1987, foram por doenças associadas à dieta - particularmente dietas com elevada taxa de gordura saturada e colesterol, segundo o relatório do U.S. Surgeon General.

- Muitos estudos científicos descobriram grande correlaçäo entre o consumo de carne vermelha - a qual é rica em gorduras saturadas e colesterol - e doenças cardíacas, derrame, e câncer do cólon e seios.

- Em 1990, o maior estudo jamais feito sobre os efeitos de consumir alimentos de origem animal confirmou os resultados dos estudos anteriores que mostravam elevada correlaçäo entre consumo de carne e a incidência de doença cardíaca e câncer.  Os pesquisadores envolvidos monitoraram os hábitos alimentares de 6.500 pessoas vivendo em 25 provincias da China.

- O estudo chinês descobriu que os chineses consomem 20% mais calorias que os americanos, mas que os Americanos säo 25% mais gordos.  Isso é porque 37% das calorias na dieta americana provém da gordura, ao passo que menos de 15% das calorias da dieta rural chinesa provém da gordura.  O estudo também descobriu que 70% da proteína na dieta ocidental vem de fontes animais e 30% de plantas.  Na China, apenas 11% vem de produtos animais e 89% de plantas.

- A American Heart Association, a American Cancer Society, a National Academy of Sciences e a American Academy of Pediatrics säo apenas algumas das associaçöes médicas, científicas e profissionais que recomendam uma reduçäo no consumo de carne vermelha e outros alimentos de origem animal e uma mudança para uma dieta mais vegetariana.

- Carne contém a mais alta concentraçäo de herbicidas dentre todos alimentos vendidos na América, segundo o National Research Council (NRC) da National Academy of Sciences.  80% de todos herbicidas usados nos E.U.A. säo pulverizados no milho e soja, que säo usados primariamente como alimento para o gado.  Quando consumidas pelo gado, as substâncias químicas acumulam em seus corpos e säo repassadas aos consumidores nos bifes cortadinhos do açougue.

- A carne é a segunda, após os tomates, na lista de alimentos que oferecem maior risco cancerigeno devido a contaminaçäo por pesticidas.  Figura como terceira em termos de contaminaçäo por inseticidas entre todos alimentos no mercado hoje em dia.  Carne contaminada com inseticidas representa quase 11% do risco total de câncer para o consumidor devido a pesticidas, segundo o NRC.

- Mais de 95% de todo gado de engorda nos E.U.A. estäo atualmente recebendo hormônios que promovem crescimento e outros farmacêuticos, cujos resíduos podem estar presente nos cortes de carne.

- A fim de acelerar o ganho de peso, administradores das “engordas” däo hormônios estimuladores do crescimento e aditivos alimentares.  Esteróides anabolisantes, na forma de pequenos implantes liberados a longo prazo, säo implantados nas orelhas dos animais.  Os hormônios lentamente penetram na corrente sanguínea, aumentando os níveis hormonais de duas a 5 vezes.  O gado recebe estradiol, testosterona, e progesterona.

- Em 1988 mais de 15 milhöes de libras de antibióticos foram usados como aditivos alimentares para criaçöes nos E.U.A..  As drogas foram usadas para promover o crescimento e combater as doenças que  correm à solta, violentas, nos currais e granjas de engorda superlotados, contaminados. Enquanto a indústria pecuarista declara que parou com o uso generalizado de antibióticos na raçäo do gado, tais antibióticos ainda estäo sendo dados às vacas leiteiras, as quais fornecem 15% de toda carne consumida nos E.U.A..  Resíduos de antibióticos muitas vezes aparecem na carne que as pessoas consomem, tornando a populaçäo humana cada vez mais vulnerável a variedades mais virulentas de bactérias causadoras de doenças.

- Bezerros (vitelas) säo täo doentios que antibióticos e outras drogas säo rotineiramente empregados para manter muitos deles vivos até o abate.  Ao contrário do que a indústria de vitela assevera, nenhuma das drogas foi aprovada pelo U.S. Food & Drug Administration para usar em bezerros de vitela alimentados sinteticamente.  Algumas das drogas usadas rotineiramente, tais como sulfametazina, säo carcinogênicas.  Resíduos medicamentosos muitas vezes estäo presentes na vitela comprada pelos consumidores.

- Num relatório de  1985, a National Academy of Sciences anunciou que os atuais procedimentos federais para fiscalizaçäo de carne säo inadequados para proteger o público das doenças propagadas pela carne, e recomendou passos para melhorar isto, os quais nunca foram adotados.  Em vez disso, o U.S. Department of Agriculture (USDA), trabalhando com a indústria embaladora de carne, desenvolveu um novo sistema experimental de inspeçäo - o “Streamlined Inspection System” (SIS), cuja meta é aumentar a produçäo em linha de carne em até 40%.

- O SIS virtualmente elimina o papel do fiscal federal de carnes, colocando a responsabilidade pela inspeçäo das carcassas nos funcionários da firma embaladora.  Fiscais federais de carne näo inspecionam mais cada carcassa na linha de produçäo; em vez disso, examinam menos que 1% das carcassas.

- Sob o SIS, milhares de carcassas com pneumonia, sarampo, e outras doenças, peritonite, abcessos, contaminaçäo fecal e por insetos, e cabeças contaminadas (chamadas “Puke Heads” ou cabeças de vômito, porque estäo cheias do conteúdo do RUMEN) estäo passando pela inspeçäo a caminho das mesas de jantar pelo país afora.

- Em 1990, os fiscais federais de carne pelo país inteiro lotaram o USDA com affidavits descrevendo grandes problemas no novo sistema SIS.  Recentemente, fiscais do USDA enviaram uma carta ao National Academy of  Sciences levantando preocupaçöes sobre a salubridade do fornecimento de carne americano.

- Recentes descobertas sugeriram um possível elo entre novas doenças do gado e doenças nos seres humanos.  O vírus da leucemia bovina (BLV), um retrovírus transmitido por insetos que causa malignidade no gado e que pode ser encontrado em 20% do gado e 60% dos rebanhos nos E.U.A., é suspeito de ter um elo causal em algumas formas de leucemia humana.  Anticorpos do BLV foram encontrados em pacientes humanos de leucemia e o BLV infectou células humanas in vitro.

- O vírus bovino de imunodeficiência (BIV), que descobriram estar generalizado nos rebanhos de  gado americano nos anos 80, geneticamente se parece ao vírus do HIV (AIDS) humano e, tal como o vírus do AIDS nos humanos, acredita-se que suprime os sistemas imunológicos do gado, tornando-os suscetíveis a uma grande gama de doenças e infecçöes.  Cientistas infectaram com sucesso células humanas com este BIV, e pelo menos um estudo sugeriu que o BIV “pode ter um papel tanto em vírus malignos bem como lentos, no homem.”  Em 1991, o USDA declarou que näo sabe ainda “se a exposiçäo às proteínas do BIV causa que o sôro humano... se torne HIV positivo.”

- A indústria embaladora de carne tem a segunda taxa de acidentes de trabalho da indústria americana - 3 vezes a média nacional.  Taxas de acidentes de trabalho em algumas fábricas excedem 85%, segundo a Occupational Safety and Health Administration.

DEVASTAÇÄO DO MEIO-AMBIENTE

A produçäo de gado e carne é uma ameaça primária ao meio-ambiente global.  É um dos principais contribuintes para o desmatamento, erosäo do solo e desertificaçäo, escassez d’água, poluiçäo das águas, esgotamento dos combustíveis fósseis, efeito estufa e perda da biodiversidade.

Desmatamento

- Fazendas de gado säo uma causa primária do desmatamento na América Latina.  Desde 1960, mais que 1/4 de todas florestas da América Central foram arrasadas para criar pastos para o gado.  Quase 70% da terra desmatada no Panamá e Costa Rica agora é pasto.

- Umas 40.000 milhas quadradas de floresta amazônica foram desmatadas para fazendas pecuaristas e outros empreendimentos comerciais entre 1966 e 1983.  O Brasil estima que 38% de sua floresta tropical foi destruída para pasto para o gado.

- Apenas um só hamburguer médio importado da América Latina requer o desmatamento de aproximadamente 6 metros de floresta tropical e a destruiçäo de 165 libras de matéria viva incluindo 20 a 30 diferentes espécies vegetais, 100 espécies de insetos, e dúzias de espécies de aves, mamíferos, e répteis.

Erosäo do Solo e Desertificaçäo

- A produçäo pecuarista está transformando terras produtivas em desertos estéreis no oeste americano e pelo mundo afora.  Erosäo do solo e desertificaçäo é causado diretamente pelo gado e outros rebanhos pastarem em excesso.  Excesso de cultivo da terra, técnicas impróprias de irrigaçäo, e desmatamento também säo causas principais da erosäo e desertificaçäo, e produçäo de gado é um fator primário em cada caso.

- O gado degrada a terra ao tirar a vegetaçäo e compactar a terra.  Cada animal que pasta num campo aberto come 900 libras de vegetaçäo a cada mês.  Seus poderosos cascos pisoteiam a vegetaçäo e comprimem o solo com um impacto de 24 libras por polegada quadrada.

- Uns 85% das terras pastoris dos E.U.A., quase 685 milhöes de acres, está sendo degradado por pastar excessivamente e outros problemas, segundo um relatório de 1991 pelas Naçöes Unidas.  O estudo estima que 430 milhöes de acres no oeste americano está sofrendo uma reduçäo de produtividade de 25 a 50%, em grande parte devido ao  pastar excessivamente.

- Os E.U.A. perderam 1/3 da camada superior da terra. Estima-se que 6 entre cada 7 bilhöes de toneladas de solo erodido é diretamente atribuído a pastar e métodos inadequados de produzir raçöes para alimentar gado e outras criaçöes.

- Cada libra de bife oriundo das fazendas de engorda custa aproximadamente 35 libras de terra da camada superior que se perde em erosäo, segundo o Worldwatch Institute.

Escassez d’Agua

- Quase metade da quantidade total de água usada anualmente nos E.U.A. vai para o plantio de raçäo e fornecimento de água para o gado e outras criaçöes tomarem.  Produzir uma libra de bife alimentado a gräos requer o emprego de centenas de galöes de água.  Produzir uma libra de proteína de carne muitas vezes requer até 16 vezes mais água que produzir uma quantidade equivalente de proteína vegetal.

- Reservas americanas de água doce baixaram muito como resultado do uso excessivo de água para o gado e outras criaçöes.  Faltas d’água nos E.U.A., especialmente no oeste, agora chegaram a níveis críticos.  A demanda agora excede o reabastecimento em 25%.

- O grande aquífero de Ogallala, uma das maiores reservas de água doce do mundo, já está semi-exaurido no Kansas, Texas, e Novo México.  Na Califórnia, onde 42% da água de irrigaçäo é usada para raçäo ou produçäo das criaçöes, os níveis freáticos  baixaram tanto que em algumas áreas a terra está afundando sob o vácuo.  Alguns reservatórios americanos e aquíferos agora estäo em seus mais baixos níveis desde a última Era Glacial.

Poluiçäo d’Agua

- Dejetos orgânicos do gado e outras criaçöes, pesticidas, fertilizantes químicos e sais e sedimentos agriculturais säo as principais fontes da poluiçäo d’água sem ser de um foco espcífico, nos E.U.A..

- O gado produz quase 1 bilhäo de toneladas de dejetos orgânicos anualmente.  O boi de engorda médio produz mais de 47 libras de estrume a cada 24 horas.  Quase 500.000 libras de estrume säo produzidas diariamente numa fazenda de engorda padräo, com 10.000 cabeças de gado.  Isso equivale a grosso modo ao que uma cidade de 110.000 pessoas produziria de dejetos humanos.  Existem 42.000 fazendas de engorda em 13 estados americanos.

Esgotamento dos Combustíveis Fósseis

- A agricultura animal intensiva usa uma quantidade desproporcional de combustíveis fósseis.  Fornecer ao mundo uma dieta tipicamente americana baseada na carne, iria esgotar todas reservas petrolíferas do mundo em apenas alguns anos.

- Atualmente é necessário um galäo de gasolina para produzir uma libra de carne alimentada com gräos nos E.U.A..  O consumo anual de carne de uma família americana comum com quatro pessoas, requer mais de 260 galöes de combustível e libera 2.5 toneladas de CO2 para a atmosfera, o tanto que um carro comum libera num periodo de 6 meses.

Efeito Estufa

- Gado e produçäo de carne é um fator significativo na emissäo de 3 dos 4 gases que provocam aquecimento global ou efeito estufa - dióxido de carbono, óxido nitroso, e metano.

- Muito do dióxido de carbono liberado para a atmosfera é diretamente atribuível à produçäo de carne:  queimar florestas para abrir espaço para pastos para o gado e incendiar massivas extensöes de dejetos agriculturais oriundos do plantio de raçäo para os rebanhos.  Quando se queima os 25 pés quadrados de floresta tropical necessários para se fabricar um hamburguer médio, 500 libras de CO2 säo liberados na atmosfera.

- CO2 também é gerado pelo combustível usado na produçäo agricultural altamente mecanizada das raçöes para rebanhos e criaçöes.  Com 70% de toda produçäo de cereais dos E.U.A. ora sendo usados para raçäo animal, o CO2 emitido como resultado direto é significante.

- Fertilizantes petroquímicos usados para produzir colheitas para raçäo do gado alimentado com gräos liberam óxido nitroso, outro gás com efeito estufa.  Mundialmente, o uso de fertilizantes aumentou dramaticamente de 14 milhöes de toneladas em 1950 para 143 milhöes de toneladas em 1989.  Oxido nitroso agora responde por 6% do efeito de aquecimento global.

- O gado emite metano, outro gás do efeito estufa, via arrotos e flatulência.  Cientistas estimam que mais de 500 milhöes de toneladas de metano säo liberadas a cada ano e que os 1.3 bilhöes de gado e outras criaçöes ruminantes do mundo, emitem aproximadamente 60 milhöes de toneladas ou 12% do total de todas fontes.  Metano é um sério problema porque uma molécula de metano retém 25 vezes mais calor solar que uma molécula de CO2.

Perda da Biodiversidade

- A produçäo americana pecuarista causou uma significativa perda de biodiversidade tanto em terras privadas como públicas.  Mais espécies vegetais nos E.U.A foram eliminadas ou ameaçadas pelos rebanhos que pastam  que por qualquer outra causa, segundo o U.S. General Accounting Office (GAG).

- Zonas de várzea - as estreitas faixas de terra que correm acompanhando os rios e córregos, onde a maior gama de flora e fauna se concentra - tem sido as mais atingidas pelo gado pastando.  Mais que 90% das zonas de várzea do Arizona e Novo México já se foram, segundo o Arizona State Park Department.  Colorado e Idaho também tem sido muito atingidos.  O GAO reportou que “rebanhos pastando mal-administrados é a principal causa do habitat de várzea degradado nas terras de pastagem federais.”

- Incapazes de competir com o gado pelo alimento, animais silvestres estäo desaparecendo dos campos. Veados semelhantes a antílopes, os  “pronghorn” diminuíram de 15 milhöes há um século para menos que 271.000 atualmente.  Carneiros selvagens, dantes chegando a mais de 2 milhöes, agora contam com mesnos que 20.000.  A populaçäo de alces precipitou-se de 2 milhöes para menos que 455.000.

- O governo trabalhou em conjunto com os fazendeiros para tornar pastagens para gado o emprego predominante das terras públicas do oeste.  O Bureau of Land Management (BLM) há muito tem favorecido fazendeiros pecuaristas em detrimento de outros usos.  O BLM pulveriza herbicidas em grandes trechos de pasto eliminando vegetaçäo comida por animais silvestres e substituindo-a com monoculturas de gramíneas preferidas pelo gado.

- Sob pressäo desses fazendeiros, o governo americano extermina dezenas de milhares de animais predadores e “incomodantes” a cada ano.  Em 1989, uma lista parcial de animais mortos pelo U.S. Department of Agriculture - Animal Damage Control Program, incluiu 66.502 coiotes, 7.158 raposas, 236 ursos pardos, 1.220 linces alaranjados, e 50 lobos.  Em 1988, 4.6 milhöes de aves, 9.000 castores, 76.000 coiotes, 6.000 mäo-peladas, 300 ursos pardos, e 200 leöes da montanha, entre outros, foram mortos.  Uns 400 cachorros de estimaçäo e 100 gatos também foram inadvertentemente assassinados.  Métodos de exterminaçäo usados incluem envenenamento, tiros, matar com gás, e queimar animais em suas tocas.

- O programa de controle aos “predadores” custou ao contribuinte de impostos americano em 1990 US$ 29.4 milhöes mais que a quantia das perdas causadas por animais silvestres.

- Dezenas de milhares de cavalos selvagens e burros foram arrebanhados pelo governo federal porque fazendeiros alegam que competem com o gado deles pela forragem.  Os cavalos e burros säo mantidos em currais, custando aos contribuintes de impostos milhöes de dólares por ano.  Muitos cavalos selvagens acabaram nos matadouros.

- Por vários anos, os fazendeiros pecuaristas bloquearam os esforços de reintroduzir no mato o lobo, uma espécie ameaçada, conforme requer o U.S. Endangered Species Act.

OM TAT SAT


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